Sempre achei fundamental ensinar a Eloise a ser organizada, limpa, ter uma rotina, e etc..etc e etc. Para uma mãe perfeccionista e metódica até que foi fácil colocar em prática o que os livros ensinaram. Como já comentei aqui, desde dezembro/11 nossa vida deu uma reviravolta e muitas coisas mudaram, hoje eu não trabalho mais fora, faço alguns trabalhos em casa no período da manhã enquanto a Elô fica na escola e no restante do dia ficamos juntas. Porém como minha amiga Marcella do Blog Mon Maternite postou esses dias, queira a mãe trabalhe fora ou não, infelizmente ou felismente não somos madames e temos que fazer o serviço de casa, com isso nem sempre consigo estar 100% dedicada a Elô.
Desde que ocorreram essas mudanças nas nossas vidas a Elô estava se comportando muito bem e todos elogiavam o progresso dela, porém nas ultimas semanas tivemos alguns probleminhas de socialização como comentei aqui e um outro problema que me deixou um pouco chateada. Minha mãe mora enfrente minha casa, basta atravessar a rua, a Elô curti muito ficar lá e ultimamnte não queria vir embora de jeito nenhum, chorava horrores e me ignorava. Senti que algo estava errado e precisei refletir em alguns pontos, foi quando percebi que estava engessando a Elô e eu não estava percebendo.
Regras e limites são muito importantes, porém mais importante que isso é a flexibilidade, é saber ceder e negociar, eu estava ultimamente muito rígida com a Elô, exigindo muito para uma criança de apenas 2 anos.
É importante guardar os brinquedos? Sem dúvida! Mas esperar que a criança brinque até cansar, descanse e depois volte e brinque mais um pouco e antes de ir para uma outra atividade guarde os brinquedos é fundamental! A maioria das vezes eu queria que ela guardasse os brinquedos na hora que eu queria sem percebe que como ela já tinha brincado muitoooo estava cansada e claro não queria guardar.
Quer ver outra hora de estresse: Pentear o cabelo e colocar as fitinhas, tiaras, lacinhos..e bá blá blá. É importante??? Hoje eu diria que importante é pentear o cabelo, se ela não quer colocar lacinho, deixa pra lá, ela é uma criança e não uma boneca pra e ficar enfeitando.
Sair com alguma roupa, calçado ou acessório nada a ver com nada??!!! Imagine o que os outros vão pensar! E lá ficava a mãe descabelada tentando convencer a cria a não usar a tal roupa. Bobagem, e dai se alguém vai falar alguma coisa, mais vale eu sair de casa numa boa com minha filha sem brigas e choros do que a impressão dos outros.
Quando o assunto é alimentação então, era só discusão, mas pense bem, um dia ou outro tomar refri, comer uma "porcaria", sair da rotina não vai matar ninguém! Pode te certeza e eles irão se divertir muito. Não pense que você conseguirá colocar seu filho numa bolha por muito tempo, aliás é super importante que ele experimente alimentos diferentes e você ensine o porque devemos consumir determinado alimento mais ou menos vezes.
Confesso que sou meio neurótica com organização e limpeza, mas percebi que é melhor tropeçar em brinquedos no chão, do que tropeçar na Elô fazendo birra por querer brincar com tudo ao mesmo tempo na casa toda, isso inclue: banheiro, corredor, cozinha, quintal, sala, TUDO. Ela está na fase de fazer "casinhas e cabaninhas". Então e relaxo e deixo ela brincar a vontade, e num momento oportuno guardamos e organizamos.
Outra coisa que definitvamente eu não insisto mais é fazer ela dormir na cama e no quartinho dela, era sempre um estresse. Eu gosto da supernany e sempre que posso eu assisto, mas eu não sirvo para ficar levando minha filha pra cama dela toda vez que ela ousar sair e vê-la chorando e se descabelando e não poder falar nada, ou então ficar do lado segurando sua mão até ela dormir e sair de fininho....Passei dessa fase de querer fazer tudo certinho. Tem dia que ela quer dormir no quarto dela e vai numa boa, tem dia que ela quer dormir com a gente e boa também, depois levamos ela pra cama dela. Claro que se ela acordar no meio da noite ela vem pra nossa cama e é muito bem recebida. Veja bem logo os filhos crescem e dai vão querer dormir na casa dos amigos ou então trazer os amigos para dormir em casa, você acha que ela vai se lembrar da mamãe e do papai?? Claro que não. Então eu e o meu marido decidimos que vamos aproveitar todo o tempo que ela quiser ficar perto da gente, porque logo essa fase como todas as outras fases passarão.
Enfim amigas, meu recado é esse: cuidado para não engessar seu filho e ele perder a liberdade dentro da própria casa, tudo tem que ter um equilibrio e uma dosagem de amor e disciplina.
Esse blog foi criado para compartilhar experiências, aventuras e as travessuras da minha pequena princesa Eloise
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quarta-feira, 21 de março de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
A escolha de ter o segundo filho e a dor por ele não ter chegado. Parte II
Aquela noite foi terrível, eu não conseguia dormir, apenas chorar, eu não contei para a Eloise sobre o que havia acontecido com o bebê, mas ela percebeu, assim que deitamos ela passava sua mãozinha suave no meu rosto e olhava fixamente nos meus olhos como quem diz: calma mamãe, eu estou aqui.
Assim que amanheceu o dia para variar passei mal, eu vomitava todos os dias e já acordava enjoada, mas aquele dia sentir aquele enjoo era terrivelmente insuportável, então não pensei duas vezes fui arrumar minhas coisas para a internação eu precisava tomar uma atitude. A Eloise nunca dormiu fora de casa, eu pretendia fazer isso no decorrer da gravidez, mas não deu tempo, então chegou o dia em que teríamos que enfrentar a situação sem a devida preparação, a unica coisa que me restou foi conversar com ela, a chamei e disse: filha, a mamãe vai ao médico e vou demorar para voltar, a noite você vai precisar dormir com a vovó talvez o papai esteja aqui para dormir com você, mas logo logo a mamãe voltará,ela chorou e disse: não mamãe, só mamãe (só quero a mamãe), então não preciso dizer que desabei a chorar. Mas graças a Deus no momento de irmos para o hospital ela nos abraçou bem forte e logo os titios conseguiram a distrair e assim seguimos eu e o meu marido, sem trocarmos palavras, novamente não havia palavras. Eu chorei o caminho todo, eu não queria estar vivendo aquilo, eu precisava ir para o hospital para resolver a situação, então só me restava seguir enfrente.
Fiquei internada na sala de pré-parto, foi uma tortura, pois da minha cama eu enxergava o corredor e via as mulheres seguindo para o centro cirúrgico para terem seus bebês. Fui internada as 13:30 e só as 15:00 que começaram a me dar a medicação que iria forçar a expulsão do feto, a enfermeira me disse: olha com essa medicação você sentirá dor e contrações, será normal, quando a dor for insuportável você pode nos chamar. Eu pensei: meu Deus, dor insuportável? Será possível que ainda exista alguma dor pior do que a dor que estou sentido? A dor de saber que você já perdeu um filho? Impossível.
Logo depois deixaram meu marido entrar, eu ainda não estava sentindo as contrações, apenas aquela tristeza sem fim, eu chorava o tempo todo, e meu marido segurava minha mão. Mais tarde minha mãe foi me ver, quando ela entrou no quarto e me abraçou eu finalmente tinha encontrado um abraço salvador, o abraço da minha mãe sempre me aliviava, mas dessa vez nem o abraço dela tirava aquela dor, então eu disse: mãe eu não quero passar por isso, e ela apenas chorou e me abraçou e me pediu para ser forte. Logo que ela saiu, meu pai e em seguida minha irmã entraram, era possível apenas 1 pessoa por vez eles levaram videos da Eloise para eu me distrair, e justamente naquele dia a cama dela havia chegado, então eles filmaram a reação dela com a caminha foi um barato, só aumentou a minha saudade, e queria que eles me levassem dali, meu pai orou por mim e logo depois que eles foram embora eu comecei a sentir cólicas e contrações, era exatamente 18:50 hs. Eu sabia que o meu marido só poderia ficar comigo até as 21:00 hs. Eu queria muito que tudo o que tivesse que acontecer, acontecesse até esse horário, não queria passar sozinha. Segui até as 21:00 apenas com as contrações a enfermeira me examinou e disse que o colo do útero ainda estava fechado e então me deu outra medicação e chamou meu médico. Eu pedi que meu marido ficasse mais um pouco e eles deixaram ele ficar até as 22:00 hs.
Quando foi umas 21:15 hs senti que alguma coisa havia saído, meu médico chegou e me examinou, mas era apenas a bolsa que havia rompido, um ótimo sina disse ele. Continuei com dor e as contrações iam aumentando, como estava com muita ânsia me aplicaram uma injeção de plasil. Então deu 22:00 hs e meu marido não podia mais ficar, ele me beijou e eu pedi para ele cuidar bem da Eloise. Sabia que agora eu teria que continuar sozinha, era eu e Deus. Meu médico também foi embora e prescreveu que a meia noite as enfermeiras me dessem uma medicação no soro para acelerar as contrações. Graças ao efeito do plasil eu seguia um pouco dormindo e um pouco acordada com muita dor, mas era ainda uma dor suportável, nada seria pior do que a dor eu já estava sentindo.
Quando faltava 1 minuto para meia noite e acordei e estava com muita dor, troquei umas palavras com uma moça que estava na cama ao lado da minha e me levantei para ir até o banheiro, antes que as enfermeiras chegassem para aplicar o soro. Assim que cheguei no banheiro para minha surpresa eu comecei a sangrar muitooooooo, muito mesmo, comecei a perder os sentidos e então só lembrei de abrir a porta e pedir para chamar a enfermeira, sentei no vaso já desfalecida e ouvi um barulho, eu tive a certeza de que era o feto saindo, não doeu, e graças a Deus eu não vi, eu havia pedido a Deus que não permitisse que eu visse, pois saberia que se eu visse iria guardar pra sempre aquela imagem na minha memória e eu não queria. Logo as enfermeiras chegaram me levaram pra cama e chamaram meu médico, eu suava muito e já não conseguia enxergar direito, estava com muita dor, mas não era uma dor insuportável, não era maior do que a dor que eu ja havia sentido quando soube que tinha perdido meu bebê. Logo meu médico chegou e já me levou para sala de cirurgia, eu temia fazer uma curetagem mas meu médico havia me garantido que era melhor, era a garantia que meu útero estava limpo e livre de infecções. Eu segui para a sala da cirurgia com muita, mas muita dor, eu não falava, não gritava, eu apenas chorava, era um choro quieto e só meu, logo me deram um medicamento que eu apaguei, depois de 1 hora acordei e ouvi meu médico dizendo: pronto, acabou, ocorreu tudo bem, amanhã cedo te darei alta. Eu ainda estava meio tonta sem saber o que estava acontecendo e com muita dor, me levaram para o quarto e eu dormi, isso era umas 3:00 hs da madrugada. Pontualmente as 7:00 estava lá meu médico me esperando acordar para verificar se e estava bem e me dar alta, eu não sentia mais dor, e então eles deixaram meu marido entrar para me ver, tomei um café e tive alta.
Seguimos para a casa, verbalizei tudo o que havia ocorrido para meu marido, mas eu já não chorava mais, parecia que havia se esgotado toda água do meu corpo. Eu estava sem cor, sem dor, sem vontade de nada. Cheguei em casa e me deitei, na minha cama estava a Elô dormindo como um anjinho, ela havia dormido com o papai e super bem não deu trabalho. Dormi bem agarradinha com ela, algumas horas depois acordei com uma voz doce: Mamãeeeeeeeee!!!!!!! Ela me abraçou e eu me senti acolhida e amada.
Os dias tem sido difíceis, tudo me faz lembrar o bebê que perdi, parece que cada canto da casa já tinha um espaço pra ele, as vezes eu me distraio e conseguido conversar sobre outras coisas, mas de repente me pego chorando, impossível esquecer tudo o que aconteceu, pois eu sai do hospital sem um bebê nos braços para me fazer esquecer a dor. Mas sigo enfrente, pois tenho uma filha que precisa e depende muito de mim e por ela e pela força de Deus e apoio da minha família eu estou de pé. Eu sei que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, eu sei que Ele está no controle de todas as coisas, Deus sabe o que cada um de nós podemos suportar. Confio em ti Jesus, e sei que o Senhor tem mais para minha vida.
Assim que amanheceu o dia para variar passei mal, eu vomitava todos os dias e já acordava enjoada, mas aquele dia sentir aquele enjoo era terrivelmente insuportável, então não pensei duas vezes fui arrumar minhas coisas para a internação eu precisava tomar uma atitude. A Eloise nunca dormiu fora de casa, eu pretendia fazer isso no decorrer da gravidez, mas não deu tempo, então chegou o dia em que teríamos que enfrentar a situação sem a devida preparação, a unica coisa que me restou foi conversar com ela, a chamei e disse: filha, a mamãe vai ao médico e vou demorar para voltar, a noite você vai precisar dormir com a vovó talvez o papai esteja aqui para dormir com você, mas logo logo a mamãe voltará,ela chorou e disse: não mamãe, só mamãe (só quero a mamãe), então não preciso dizer que desabei a chorar. Mas graças a Deus no momento de irmos para o hospital ela nos abraçou bem forte e logo os titios conseguiram a distrair e assim seguimos eu e o meu marido, sem trocarmos palavras, novamente não havia palavras. Eu chorei o caminho todo, eu não queria estar vivendo aquilo, eu precisava ir para o hospital para resolver a situação, então só me restava seguir enfrente.
Fiquei internada na sala de pré-parto, foi uma tortura, pois da minha cama eu enxergava o corredor e via as mulheres seguindo para o centro cirúrgico para terem seus bebês. Fui internada as 13:30 e só as 15:00 que começaram a me dar a medicação que iria forçar a expulsão do feto, a enfermeira me disse: olha com essa medicação você sentirá dor e contrações, será normal, quando a dor for insuportável você pode nos chamar. Eu pensei: meu Deus, dor insuportável? Será possível que ainda exista alguma dor pior do que a dor que estou sentido? A dor de saber que você já perdeu um filho? Impossível.
Logo depois deixaram meu marido entrar, eu ainda não estava sentindo as contrações, apenas aquela tristeza sem fim, eu chorava o tempo todo, e meu marido segurava minha mão. Mais tarde minha mãe foi me ver, quando ela entrou no quarto e me abraçou eu finalmente tinha encontrado um abraço salvador, o abraço da minha mãe sempre me aliviava, mas dessa vez nem o abraço dela tirava aquela dor, então eu disse: mãe eu não quero passar por isso, e ela apenas chorou e me abraçou e me pediu para ser forte. Logo que ela saiu, meu pai e em seguida minha irmã entraram, era possível apenas 1 pessoa por vez eles levaram videos da Eloise para eu me distrair, e justamente naquele dia a cama dela havia chegado, então eles filmaram a reação dela com a caminha foi um barato, só aumentou a minha saudade, e queria que eles me levassem dali, meu pai orou por mim e logo depois que eles foram embora eu comecei a sentir cólicas e contrações, era exatamente 18:50 hs. Eu sabia que o meu marido só poderia ficar comigo até as 21:00 hs. Eu queria muito que tudo o que tivesse que acontecer, acontecesse até esse horário, não queria passar sozinha. Segui até as 21:00 apenas com as contrações a enfermeira me examinou e disse que o colo do útero ainda estava fechado e então me deu outra medicação e chamou meu médico. Eu pedi que meu marido ficasse mais um pouco e eles deixaram ele ficar até as 22:00 hs.
Quando foi umas 21:15 hs senti que alguma coisa havia saído, meu médico chegou e me examinou, mas era apenas a bolsa que havia rompido, um ótimo sina disse ele. Continuei com dor e as contrações iam aumentando, como estava com muita ânsia me aplicaram uma injeção de plasil. Então deu 22:00 hs e meu marido não podia mais ficar, ele me beijou e eu pedi para ele cuidar bem da Eloise. Sabia que agora eu teria que continuar sozinha, era eu e Deus. Meu médico também foi embora e prescreveu que a meia noite as enfermeiras me dessem uma medicação no soro para acelerar as contrações. Graças ao efeito do plasil eu seguia um pouco dormindo e um pouco acordada com muita dor, mas era ainda uma dor suportável, nada seria pior do que a dor eu já estava sentindo.
Quando faltava 1 minuto para meia noite e acordei e estava com muita dor, troquei umas palavras com uma moça que estava na cama ao lado da minha e me levantei para ir até o banheiro, antes que as enfermeiras chegassem para aplicar o soro. Assim que cheguei no banheiro para minha surpresa eu comecei a sangrar muitooooooo, muito mesmo, comecei a perder os sentidos e então só lembrei de abrir a porta e pedir para chamar a enfermeira, sentei no vaso já desfalecida e ouvi um barulho, eu tive a certeza de que era o feto saindo, não doeu, e graças a Deus eu não vi, eu havia pedido a Deus que não permitisse que eu visse, pois saberia que se eu visse iria guardar pra sempre aquela imagem na minha memória e eu não queria. Logo as enfermeiras chegaram me levaram pra cama e chamaram meu médico, eu suava muito e já não conseguia enxergar direito, estava com muita dor, mas não era uma dor insuportável, não era maior do que a dor que eu ja havia sentido quando soube que tinha perdido meu bebê. Logo meu médico chegou e já me levou para sala de cirurgia, eu temia fazer uma curetagem mas meu médico havia me garantido que era melhor, era a garantia que meu útero estava limpo e livre de infecções. Eu segui para a sala da cirurgia com muita, mas muita dor, eu não falava, não gritava, eu apenas chorava, era um choro quieto e só meu, logo me deram um medicamento que eu apaguei, depois de 1 hora acordei e ouvi meu médico dizendo: pronto, acabou, ocorreu tudo bem, amanhã cedo te darei alta. Eu ainda estava meio tonta sem saber o que estava acontecendo e com muita dor, me levaram para o quarto e eu dormi, isso era umas 3:00 hs da madrugada. Pontualmente as 7:00 estava lá meu médico me esperando acordar para verificar se e estava bem e me dar alta, eu não sentia mais dor, e então eles deixaram meu marido entrar para me ver, tomei um café e tive alta.
Seguimos para a casa, verbalizei tudo o que havia ocorrido para meu marido, mas eu já não chorava mais, parecia que havia se esgotado toda água do meu corpo. Eu estava sem cor, sem dor, sem vontade de nada. Cheguei em casa e me deitei, na minha cama estava a Elô dormindo como um anjinho, ela havia dormido com o papai e super bem não deu trabalho. Dormi bem agarradinha com ela, algumas horas depois acordei com uma voz doce: Mamãeeeeeeeee!!!!!!! Ela me abraçou e eu me senti acolhida e amada.
Os dias tem sido difíceis, tudo me faz lembrar o bebê que perdi, parece que cada canto da casa já tinha um espaço pra ele, as vezes eu me distraio e conseguido conversar sobre outras coisas, mas de repente me pego chorando, impossível esquecer tudo o que aconteceu, pois eu sai do hospital sem um bebê nos braços para me fazer esquecer a dor. Mas sigo enfrente, pois tenho uma filha que precisa e depende muito de mim e por ela e pela força de Deus e apoio da minha família eu estou de pé. Eu sei que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, eu sei que Ele está no controle de todas as coisas, Deus sabe o que cada um de nós podemos suportar. Confio em ti Jesus, e sei que o Senhor tem mais para minha vida.
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A escolha de ter o segundo filho e a dor por ele não ter chegado. Parte I
Na verdade este post era para contar sobre a decisão de ter um segundo filho, porém tivemos algumas alterações no caminho, então resolvi fazer um único post.
Quando eu e meu marido decidimos que era hora de ter outro filho, não pensamos apenas em nós, mas sim na Eloise, pois hoje não pensamos como um casal, agora somos uma família e todos precisam estar envolvidos nas decisões. Já ouvi muitos casais dizerem que não pensam em ter mais filhos, e nem querem saber se o filho único quer ser filho único, para esses pais filhos dão muitos gastos e pra que dar irmãos se hoje em dia as crianças vão desde bebês para as escolas e tem o convívio dos amiguinhos. Sinto pena de quem pensa dessa forma e acha que colegas de escolas substituem irmãos. Colegas de escola passam, irmãos são para a vida toda. É com os irmãos que temos as primeiras lições da vida.
Em nossa família a Eloise é a unica criança, unica filha, neta, sobrinha e bisneta, primos ainda estão num futuro bem distante já que tanto minha irmã quanto meu cunhado ainda não pensam em casar, estão focados nos estudos, esse também foi um dos motivos para encomendar um irmãozinho, não acho saudável para a Elô ser o centro das atenções, por mais que a gente se esforce para isso não acontecer, ela é sempre muito mimada onde ela chega.
Assim que confirmei a gravidez no dia 16 de Dezembro eu já estava com 8 semanas, foi uma alegria só e um marco para tomada de muitas decisões, entre elas meu pedido de demissão do emprego para a preparação da Eloise com a chegada do novo bebê. Essa preparação envolveu: desfralde, troca do berço pela cama, algumas mudanças no quartinho e etc...A família toda estava engajada nas preparações para receber o novo frutinho.
No último dia 16, ou seja, um mês depois na notícia da gravidez, tinha ultrassom agendado para o exame de Translucência nucal e descoberta do sexo, já estava com 12 semanas, naquele dia tinha programado de ir com a Elô e passar pegar o papai no serviço, mas por algum motivo ainda desconhecido Eloise dormiu bem na hora da mamãe sair, então fomos apenas eu e o papai no médico. Estávamos ansiosos pelo ultrassom, logo que começou o exame e o médico mediu o bebê, notei que ele estava do mesmo tamanho que o ultimo ultrassom e achei estranho, já me deu um frio na barriga, então logo procurei o coraçãozinho dele, e não encontrei, o médico não precisava falar mais nada, eu já tinha entendido tudo, não tive coragem de olhar para meu marido, mais tarde ele me contou que sentiu a mesma coisa. Então o médico começou a fazer algumas perguntas e constatou o que eu não queria ouvir: seu organismo interrompeu a gestação, devido a uma má formação do feto, irei pedir mais um ultrassom com outro médico para confirmarmos. Eu sai daquele consultório em estado de choque, eu não sabia se continuava andando ou se sentava pra chorar, eu poderia gritar também de tanta dor, eu não estava entendo nada, na verdade queria acordar daquele pesadelo, mas continuei seguindo em direção ao carro, sem dar uma palavra com meu marido, não precisávamos trocar palavras, pois não existiam palavras naquele momento. Assim que entramos no carro eu desabei a chorar e pedi para ele me levar ao PS para fazer outro ultrassom, eu não poderia voltar para casa sem aquela confirmação, muito embora eu já soubesse da verdade. Assim que chegamos ao PS meu marido ainda não havia derrubado uma lágrima, ele apenas me abraçava e tentava me acalmar. Em nenhum momento eu perguntei o porque aquilo estava acontecendo, e nem questionei a Deus, eu simplesmente chorava, não saia nenhuma palavra. Assim que a médica nos chamou e fez o ultrassom confirmou o diagnóstico do meu médico que eu havia sofrido um aborto, logo em seguida ela me pediu que seguíssemos para a sala de pré-parto, para entrarem em contato com o meu médico. Nesse momento nós dois não sabíamos o que fazer, se ligávamos para alguém, pois ainda não tínhamos avisado nossos pais, não queríamos falar por telefone, então seguimos enfrente, porém como coração de mãe nunca falha, minha mãe sentiu que precisava falar comigo e me ligou, eu não tive coragem de atender, então meu marido atendeu e quando ele verbalizou o que havia acontecido, ele chorava como uma criança. A enfermeira nos chamou e entrou em contato com o meu médico, ele me deu 3 opções: esperar meu corpo expulsar o feto, ir para casa e tomar remédios para expulsar o feto, ficar internada para tomar a medicação e fazer os procedimentos que fossem necessários. Óbvio que escolhi voltar para a casa naquele momento para ficar com minha família e voltar no dia seguinte para me internar e fazer os procedimentos necessários no hospital sob supervisão médica. Eu estava morrendo de saudades da Eloise enquanto esperávamos o ultrassom, tinha várias crianças na mesma idade dela brincando na sala de espera e que dor eu sentia pela perda desse bebê e que saudade sem tamanho da minha pequena, tudo que eu precisava era abraça-la. Voltamos para casa, agora para enfrentar a família e verbalizar tudo o que havia acontecido, era como reviver tudo outra vez, assim como estou vivendo enquanto escrevo.
Quando eu e meu marido decidimos que era hora de ter outro filho, não pensamos apenas em nós, mas sim na Eloise, pois hoje não pensamos como um casal, agora somos uma família e todos precisam estar envolvidos nas decisões. Já ouvi muitos casais dizerem que não pensam em ter mais filhos, e nem querem saber se o filho único quer ser filho único, para esses pais filhos dão muitos gastos e pra que dar irmãos se hoje em dia as crianças vão desde bebês para as escolas e tem o convívio dos amiguinhos. Sinto pena de quem pensa dessa forma e acha que colegas de escolas substituem irmãos. Colegas de escola passam, irmãos são para a vida toda. É com os irmãos que temos as primeiras lições da vida.
Em nossa família a Eloise é a unica criança, unica filha, neta, sobrinha e bisneta, primos ainda estão num futuro bem distante já que tanto minha irmã quanto meu cunhado ainda não pensam em casar, estão focados nos estudos, esse também foi um dos motivos para encomendar um irmãozinho, não acho saudável para a Elô ser o centro das atenções, por mais que a gente se esforce para isso não acontecer, ela é sempre muito mimada onde ela chega.
Assim que confirmei a gravidez no dia 16 de Dezembro eu já estava com 8 semanas, foi uma alegria só e um marco para tomada de muitas decisões, entre elas meu pedido de demissão do emprego para a preparação da Eloise com a chegada do novo bebê. Essa preparação envolveu: desfralde, troca do berço pela cama, algumas mudanças no quartinho e etc...A família toda estava engajada nas preparações para receber o novo frutinho.
No último dia 16, ou seja, um mês depois na notícia da gravidez, tinha ultrassom agendado para o exame de Translucência nucal e descoberta do sexo, já estava com 12 semanas, naquele dia tinha programado de ir com a Elô e passar pegar o papai no serviço, mas por algum motivo ainda desconhecido Eloise dormiu bem na hora da mamãe sair, então fomos apenas eu e o papai no médico. Estávamos ansiosos pelo ultrassom, logo que começou o exame e o médico mediu o bebê, notei que ele estava do mesmo tamanho que o ultimo ultrassom e achei estranho, já me deu um frio na barriga, então logo procurei o coraçãozinho dele, e não encontrei, o médico não precisava falar mais nada, eu já tinha entendido tudo, não tive coragem de olhar para meu marido, mais tarde ele me contou que sentiu a mesma coisa. Então o médico começou a fazer algumas perguntas e constatou o que eu não queria ouvir: seu organismo interrompeu a gestação, devido a uma má formação do feto, irei pedir mais um ultrassom com outro médico para confirmarmos. Eu sai daquele consultório em estado de choque, eu não sabia se continuava andando ou se sentava pra chorar, eu poderia gritar também de tanta dor, eu não estava entendo nada, na verdade queria acordar daquele pesadelo, mas continuei seguindo em direção ao carro, sem dar uma palavra com meu marido, não precisávamos trocar palavras, pois não existiam palavras naquele momento. Assim que entramos no carro eu desabei a chorar e pedi para ele me levar ao PS para fazer outro ultrassom, eu não poderia voltar para casa sem aquela confirmação, muito embora eu já soubesse da verdade. Assim que chegamos ao PS meu marido ainda não havia derrubado uma lágrima, ele apenas me abraçava e tentava me acalmar. Em nenhum momento eu perguntei o porque aquilo estava acontecendo, e nem questionei a Deus, eu simplesmente chorava, não saia nenhuma palavra. Assim que a médica nos chamou e fez o ultrassom confirmou o diagnóstico do meu médico que eu havia sofrido um aborto, logo em seguida ela me pediu que seguíssemos para a sala de pré-parto, para entrarem em contato com o meu médico. Nesse momento nós dois não sabíamos o que fazer, se ligávamos para alguém, pois ainda não tínhamos avisado nossos pais, não queríamos falar por telefone, então seguimos enfrente, porém como coração de mãe nunca falha, minha mãe sentiu que precisava falar comigo e me ligou, eu não tive coragem de atender, então meu marido atendeu e quando ele verbalizou o que havia acontecido, ele chorava como uma criança. A enfermeira nos chamou e entrou em contato com o meu médico, ele me deu 3 opções: esperar meu corpo expulsar o feto, ir para casa e tomar remédios para expulsar o feto, ficar internada para tomar a medicação e fazer os procedimentos que fossem necessários. Óbvio que escolhi voltar para a casa naquele momento para ficar com minha família e voltar no dia seguinte para me internar e fazer os procedimentos necessários no hospital sob supervisão médica. Eu estava morrendo de saudades da Eloise enquanto esperávamos o ultrassom, tinha várias crianças na mesma idade dela brincando na sala de espera e que dor eu sentia pela perda desse bebê e que saudade sem tamanho da minha pequena, tudo que eu precisava era abraça-la. Voltamos para casa, agora para enfrentar a família e verbalizar tudo o que havia acontecido, era como reviver tudo outra vez, assim como estou vivendo enquanto escrevo.
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011
O dilema da escolinha
Amigas,
E maio deste ano quando começou a cair a temperatura, Eloise adoeceu, teve todas aquelas doenças com "ite": conjuntivite alérgica que durou 20 dias, sinusite, começo de bronquiolite e por ai vai, decidimos então que ela ficaria um tempo afastada da escola, o pediatra deu um atestado de 90 dias para ela não perder a vaga, e fizemos o tratamento em casa, as avós se revezavam e tudo caminhava bem, Eloise sarou e não ficou mais doente.
O atestado acabaria na primeira semana de Setembro, porém a mamãe aqui surtou!! Eloise estava ultra mega mimada (entenda mimada como: sem limites, desobediente e cheia de birras), ela passava o dia com as avós que permitiam tudo e a noite achava que a mamãe tinha que permitir tudo também. Se a mamãe contrariasse, mamãe era o ser mais desprezível da terra, ela além de não me obedecer, ficava sem olhar na minha cara e não deixava nem eu tocar nela. Vê se posso com isso?! Eu nunca cobrei que as avós fossem mais rígidas com ela, afinal não acho que esse é o papel das avós, não concordo que avós sejam para cuidar dos netos, avós tem que ser para curtir sem compromisso, porém me vi numa situação que precisava delas e não tive outra escolha.
Então resolvi dia 12/08 que Eloise voltaria para a escola, afinal o tempo já estava melhor e ela precisava voltar a seguir uma rotina para o bem dela e para o bem da nossa família. Pedi para o pediatra liberá-la. Passei o final de semana conversando com a Eloise sobre como seria legal voltar para a escola.
Eu perguntava: Elô quer voltar para a escola? Ela fazia que sim com a cabecinha. Isso nos deixava mais aliviados.
Pois bem, chegou o tão espero dia, quando estacionei o carro enfrente a escola começou o chororô. Alias tiveram que tira-la a força do meu colo, um berrero só. Saí de lá em prantos, depois liguei e disseram que ela estava bem. No final do dia quando fui busca-la ela estava bem, falante que só vendo querendo contar tudo (só querendo né, porque ainda não consegue falar direittinho tadinha).
No dia seguinte a história se repete, e desde que ela voltou para a escola, acorda chorando a noite e tenho que leva-la para nossa cama, ela chora e me agarra, chega as vezes até a dormir em cima de mim. Durante o tempo que estamos juntas fica grudada em mim literalmente, parece que tem medo que eu fuja, sabe?
E para ajudar depois de três dias de aula, pegou uma gripe daquelas, que passou até para mim.
Essa semana teve reunião de pais, eu perguntei para as professoras sobre o comportamento dela na sala, elas disseram que a Eloise é super boazinha, obediente, não briga com ninguém, não rouba brinquedo de ninguém, é um amor de criança e gosta de brincar sozinha.
Socorro!!!!!!!!!Amigas. Estou sofrendo e vejo no olhinho dela que ela também está. O que eu faço? Desisto de levar ela para a escola e tento mais tarde, ou insisto?
Vale lembrar que quando ela entrou na escola aos 9 meses, ela demorou 4 meses para se adaptar, foram 4 meses de escandalos todos os dias na porta da escola.
A Eloise adoraaaaaaaaaaa nossa casa, o quartinho, ela gosta do canto dela sabe? Tanto que minha sogra vinha em casa para ficar com ela e minha mãe também as vezes ficava em casa com ela.
Detalhe: se for para tira-la da escola agora, já estou decidida que irei sair do serviço e cuidar da educação dela. Voltar a ficar com as avós não dá, eu sei que elas cuidam muitoooooooo bem da Elô, mas para a educação dela é péssimo, ela precisa ter limites e as avós não dão, então não dá.
Me ajudem meninas! Espero a força de vocês
Bjos com carinho!
E maio deste ano quando começou a cair a temperatura, Eloise adoeceu, teve todas aquelas doenças com "ite": conjuntivite alérgica que durou 20 dias, sinusite, começo de bronquiolite e por ai vai, decidimos então que ela ficaria um tempo afastada da escola, o pediatra deu um atestado de 90 dias para ela não perder a vaga, e fizemos o tratamento em casa, as avós se revezavam e tudo caminhava bem, Eloise sarou e não ficou mais doente.
O atestado acabaria na primeira semana de Setembro, porém a mamãe aqui surtou!! Eloise estava ultra mega mimada (entenda mimada como: sem limites, desobediente e cheia de birras), ela passava o dia com as avós que permitiam tudo e a noite achava que a mamãe tinha que permitir tudo também. Se a mamãe contrariasse, mamãe era o ser mais desprezível da terra, ela além de não me obedecer, ficava sem olhar na minha cara e não deixava nem eu tocar nela. Vê se posso com isso?! Eu nunca cobrei que as avós fossem mais rígidas com ela, afinal não acho que esse é o papel das avós, não concordo que avós sejam para cuidar dos netos, avós tem que ser para curtir sem compromisso, porém me vi numa situação que precisava delas e não tive outra escolha.
Então resolvi dia 12/08 que Eloise voltaria para a escola, afinal o tempo já estava melhor e ela precisava voltar a seguir uma rotina para o bem dela e para o bem da nossa família. Pedi para o pediatra liberá-la. Passei o final de semana conversando com a Eloise sobre como seria legal voltar para a escola.
Eu perguntava: Elô quer voltar para a escola? Ela fazia que sim com a cabecinha. Isso nos deixava mais aliviados.
Pois bem, chegou o tão espero dia, quando estacionei o carro enfrente a escola começou o chororô. Alias tiveram que tira-la a força do meu colo, um berrero só. Saí de lá em prantos, depois liguei e disseram que ela estava bem. No final do dia quando fui busca-la ela estava bem, falante que só vendo querendo contar tudo (só querendo né, porque ainda não consegue falar direittinho tadinha).
No dia seguinte a história se repete, e desde que ela voltou para a escola, acorda chorando a noite e tenho que leva-la para nossa cama, ela chora e me agarra, chega as vezes até a dormir em cima de mim. Durante o tempo que estamos juntas fica grudada em mim literalmente, parece que tem medo que eu fuja, sabe?
E para ajudar depois de três dias de aula, pegou uma gripe daquelas, que passou até para mim.
Essa semana teve reunião de pais, eu perguntei para as professoras sobre o comportamento dela na sala, elas disseram que a Eloise é super boazinha, obediente, não briga com ninguém, não rouba brinquedo de ninguém, é um amor de criança e gosta de brincar sozinha.
Socorro!!!!!!!!!Amigas. Estou sofrendo e vejo no olhinho dela que ela também está. O que eu faço? Desisto de levar ela para a escola e tento mais tarde, ou insisto?
Vale lembrar que quando ela entrou na escola aos 9 meses, ela demorou 4 meses para se adaptar, foram 4 meses de escandalos todos os dias na porta da escola.
A Eloise adoraaaaaaaaaaa nossa casa, o quartinho, ela gosta do canto dela sabe? Tanto que minha sogra vinha em casa para ficar com ela e minha mãe também as vezes ficava em casa com ela.
Detalhe: se for para tira-la da escola agora, já estou decidida que irei sair do serviço e cuidar da educação dela. Voltar a ficar com as avós não dá, eu sei que elas cuidam muitoooooooo bem da Elô, mas para a educação dela é péssimo, ela precisa ter limites e as avós não dão, então não dá.
Me ajudem meninas! Espero a força de vocês
Bjos com carinho!
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Quando o amor chegou!!
Este post dedico as mães recem-nascidas.
Todos falam sobre o amor, a emoção, alegria de receber uma criança em seus braços; do momento do parto, da alegria e satisfação de amamentar, e todos outros sentimentos mais lindos do mundo. Não duvido que algumas mães realmente só sintam satisfação e alegria ao parir, ao amamentar e diante dos primeiros momentos com a criança, porém também existe uma grande parte que não sente tudo isso e se cala de vergonha, por se achar só, mas saiba que você não está só e isso é bem mais comum do que você imagina.
Vou contar para vocês o que aconteceu comigo.
Minha gravidez foi esperada, tive uma gestação agitada pela reforma na minha casa, mas no geral foi tudo bem, preparei o todo o quartinho, fiz enxoval, Eloise foi muito esperada. Já tinha em mente que queria uma cesariana, meu pai já trabalhou em hospital e sempre me falava de como as mulheres sofriam em partos normais, que muitas crianças passavam da hora de nascer, enfim, como eu tinha medo de acontecer isso, de passar da hora de nascer, achei melhor fazer cesária.
No dia 28/12/09 segunda-feira, em mais um retorno semanal ao GO, ele me examinou e disse: ela está prontinha para nascer. Eu estava de 39 semanas, segundo os calculos do médico. Ele já sabendo da minha preferencia por cesaria me perguntou: Quer agendar a cesária para hoje? E eu disse que sim (lembra do meu medo de passar da hora??então, você acha que sabendo que ela estava pronta eu iria esperar mais?) Por fim naquele dia não tinha vaga no hospital e marcamos para o primeiro horario do dia 29/12/09.
Eu e o maridão, voltamos para casa felizes, ansiosos, e claro corremos para a casa dos avós para contar a novidade, ligamos para os mais íntimos.
Naquela segunda eu e o papai ainda fizemos uma "faxina" em casa, o papai de tão nervoso que estava queria limpar tudo, limpou até o portão, trocou uma lâmpadas, eram 23:00 ele ainda estava mexendo nas coisas, claro de ansiedade, e eu querendo dormir, eu estava bem tranquila. Dormi super bem e as 5:30 hs levantei para irmos a maternidade, deveríamos chegar as 6:00 hs.
A caminho da maternidade, comecei a sentir contrações fortes, e continuamos seguindo. O sentimento era de medo, e insegurança, estava nervosa pois as dores estavam aumentando, e eu nunca havia passado por uma cirurgia, então estava bastante nervosa.
Entramos no centro cirurgico, e adivinhem qual era o assunto?? Revellion. O anestesia super simpático, conversou bastante comigo, e logo em seguida a agulhada, adivinhem?? Vômito, muito vômito, ele se assustou, pediu que eu virasse minha cabeça, e assim foi durante todo o parto, eu passei muitooooo mal, não parava de vomitar. Maridinho filmou o parto, claro que não filmou eu passando mal.
Bom, trouxeram ela para eu a ver, senti emoção, eu estava feliz em ver seu rostinho e principalmente com a notícia do pediatra que tudo estava bem com ela. Mas eu não consegui chorar de amores, eu estava passando muito mal, e eu ainda não sabia o pior, tive reação alérgica a morfina, eu estava super hiper mega ultra inchada, fiquei umas 3 horas na sala de observação, não me lembro de nada, apesar a hora que acordei pedia para vê-la, estava preocupada, eu não tinha noção do tempo que eu estava ali, mas eu sabia que o certo era eu estar amamentando minha pequena.
Enfim, fui para o quarto e logo a trouxeram, ela estava faminta, tadinha, e pegou certinho o bico do peito, então eu senti um incomodo, mas tudo bem, vamos seguindo. Eu estava muito cansada e muito inchada, com um certo desconforto, não conseguia estar emocionado e nem vibrando e chorando de alegria.
A primeira noite foi terrível, ela chorava muito, não saia do peito, e eu chamava as enfermeiras e elas não vinham, tinha que levantar para pega-la, sentia muita dor tanto no corte, quanto no seio, percebi que ele estava querendo rachar...foi uma noite longa, e em claro.
Na segunda noite eu chorei, mas chorei de tristeza em saber que ficaria mais um dia ali, sem ajuda, sozinha para cuidar dela. Foi muito dificil, ao meu lado tinham mais duas mães que também fizeram cesária e nós não podíamos nos ajudar, estavamos todas arrebentadas.
Eu ainda não tinha sentido nenhum prazer em amamentar, ainda não tinha chorado de emoção nem de alegria (alias eu ainda nunca havia chorado na minha vida de alegria, não sabia o que era isso), mas também eu não me culpava por isso, não dava tempo de sentir culpa, ou de me cobrar alguma coisa, ou até mesmo cobrar da Eloise, mesmo tendo passado os ultimos 9 meses com ela na minha barriga e achar que já eramos íntimas, de fato éramos, mas ainda não tinhamos um laço que eu sei que temos hoje. Eu ainda não tinha dimensão desse amor, desse laço, eu não tinha a menor ideia de nada, a unica coisa que eu queria era ir para minha casa.
E em casa depois de alguns dias, quando a dor dos pontos já havia passado, quando já não doia mais para amamentar, pude sentir a emoção, o amor incondicional e o quanto aquela pequena vidinha havia transformado minha vida e seria para sempre, aquele amor seria eterno e o maior de todos.
A Eloise me ensinou a chorar de alegria e emoção por um simples sorriso.
Amamentar a Eloise foi a melhor coisa que eu fiz, ela largou sozinha do peito, eu sofri horrores, chorava muito, porque queria continuar amamentando, mas hoje vejo que foi bom ela ter largado.
É assim até hoje e cada dia melhor, a cada dia que passou fui amadurecendo, fomos nos conhecendo e hoje conheço esse amor incondicional e surreal, sei reconhecer meu instinto materno e confio nele.
Isso é maternidade real!
T AMO PRINCESA!
Todos falam sobre o amor, a emoção, alegria de receber uma criança em seus braços; do momento do parto, da alegria e satisfação de amamentar, e todos outros sentimentos mais lindos do mundo. Não duvido que algumas mães realmente só sintam satisfação e alegria ao parir, ao amamentar e diante dos primeiros momentos com a criança, porém também existe uma grande parte que não sente tudo isso e se cala de vergonha, por se achar só, mas saiba que você não está só e isso é bem mais comum do que você imagina.
Vou contar para vocês o que aconteceu comigo.
Minha gravidez foi esperada, tive uma gestação agitada pela reforma na minha casa, mas no geral foi tudo bem, preparei o todo o quartinho, fiz enxoval, Eloise foi muito esperada. Já tinha em mente que queria uma cesariana, meu pai já trabalhou em hospital e sempre me falava de como as mulheres sofriam em partos normais, que muitas crianças passavam da hora de nascer, enfim, como eu tinha medo de acontecer isso, de passar da hora de nascer, achei melhor fazer cesária.
No dia 28/12/09 segunda-feira, em mais um retorno semanal ao GO, ele me examinou e disse: ela está prontinha para nascer. Eu estava de 39 semanas, segundo os calculos do médico. Ele já sabendo da minha preferencia por cesaria me perguntou: Quer agendar a cesária para hoje? E eu disse que sim (lembra do meu medo de passar da hora??então, você acha que sabendo que ela estava pronta eu iria esperar mais?) Por fim naquele dia não tinha vaga no hospital e marcamos para o primeiro horario do dia 29/12/09.
Eu e o maridão, voltamos para casa felizes, ansiosos, e claro corremos para a casa dos avós para contar a novidade, ligamos para os mais íntimos.
Naquela segunda eu e o papai ainda fizemos uma "faxina" em casa, o papai de tão nervoso que estava queria limpar tudo, limpou até o portão, trocou uma lâmpadas, eram 23:00 ele ainda estava mexendo nas coisas, claro de ansiedade, e eu querendo dormir, eu estava bem tranquila. Dormi super bem e as 5:30 hs levantei para irmos a maternidade, deveríamos chegar as 6:00 hs.
A caminho da maternidade, comecei a sentir contrações fortes, e continuamos seguindo. O sentimento era de medo, e insegurança, estava nervosa pois as dores estavam aumentando, e eu nunca havia passado por uma cirurgia, então estava bastante nervosa.
Entramos no centro cirurgico, e adivinhem qual era o assunto?? Revellion. O anestesia super simpático, conversou bastante comigo, e logo em seguida a agulhada, adivinhem?? Vômito, muito vômito, ele se assustou, pediu que eu virasse minha cabeça, e assim foi durante todo o parto, eu passei muitooooo mal, não parava de vomitar. Maridinho filmou o parto, claro que não filmou eu passando mal.
Bom, trouxeram ela para eu a ver, senti emoção, eu estava feliz em ver seu rostinho e principalmente com a notícia do pediatra que tudo estava bem com ela. Mas eu não consegui chorar de amores, eu estava passando muito mal, e eu ainda não sabia o pior, tive reação alérgica a morfina, eu estava super hiper mega ultra inchada, fiquei umas 3 horas na sala de observação, não me lembro de nada, apesar a hora que acordei pedia para vê-la, estava preocupada, eu não tinha noção do tempo que eu estava ali, mas eu sabia que o certo era eu estar amamentando minha pequena.
Enfim, fui para o quarto e logo a trouxeram, ela estava faminta, tadinha, e pegou certinho o bico do peito, então eu senti um incomodo, mas tudo bem, vamos seguindo. Eu estava muito cansada e muito inchada, com um certo desconforto, não conseguia estar emocionado e nem vibrando e chorando de alegria.
A primeira noite foi terrível, ela chorava muito, não saia do peito, e eu chamava as enfermeiras e elas não vinham, tinha que levantar para pega-la, sentia muita dor tanto no corte, quanto no seio, percebi que ele estava querendo rachar...foi uma noite longa, e em claro.
Na segunda noite eu chorei, mas chorei de tristeza em saber que ficaria mais um dia ali, sem ajuda, sozinha para cuidar dela. Foi muito dificil, ao meu lado tinham mais duas mães que também fizeram cesária e nós não podíamos nos ajudar, estavamos todas arrebentadas.
Eu ainda não tinha sentido nenhum prazer em amamentar, ainda não tinha chorado de emoção nem de alegria (alias eu ainda nunca havia chorado na minha vida de alegria, não sabia o que era isso), mas também eu não me culpava por isso, não dava tempo de sentir culpa, ou de me cobrar alguma coisa, ou até mesmo cobrar da Eloise, mesmo tendo passado os ultimos 9 meses com ela na minha barriga e achar que já eramos íntimas, de fato éramos, mas ainda não tinhamos um laço que eu sei que temos hoje. Eu ainda não tinha dimensão desse amor, desse laço, eu não tinha a menor ideia de nada, a unica coisa que eu queria era ir para minha casa.
E em casa depois de alguns dias, quando a dor dos pontos já havia passado, quando já não doia mais para amamentar, pude sentir a emoção, o amor incondicional e o quanto aquela pequena vidinha havia transformado minha vida e seria para sempre, aquele amor seria eterno e o maior de todos.
A Eloise me ensinou a chorar de alegria e emoção por um simples sorriso.
Amamentar a Eloise foi a melhor coisa que eu fiz, ela largou sozinha do peito, eu sofri horrores, chorava muito, porque queria continuar amamentando, mas hoje vejo que foi bom ela ter largado.
É assim até hoje e cada dia melhor, a cada dia que passou fui amadurecendo, fomos nos conhecendo e hoje conheço esse amor incondicional e surreal, sei reconhecer meu instinto materno e confio nele.
Isso é maternidade real!
T AMO PRINCESA!
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segunda-feira, 23 de maio de 2011
Você segue seu instinto materno?
Confesso que sou uma pessoa insegura, e nunca tomo uma decisão sem antes saber a opinião de outras pessoas, de pensar sobre o assunto, sou cautelosa. E se tratando de um filho imagina a minha insegurança! Li muitos livros a respeito de como educar filhos, sobre rotina, amamentação e etc...escutava conselhos da minha mãe, da minha vó, da minha sogra, tentava aplicar algumas coisas e não tinha muito sucesso. Confesso que muitas vezes me sentia frustrada e angustiada, e me perguntava: Porque deu certo com fulano e não deu certo comigo?? Porque a filha dela dorme a noite toda e a minha não??
Mas as coisas começaram a melhorar a partir do momento que coloquei meu instinto materno em prática, e comecei a acreditar em mim, na Camila mãe da Eloise. Sabia que na pior das hipóteses eu poderia errar, e eu tinha esse direito, afinal, sou mãe de primeira viagem e não sou obrigada a acertar tudo e no mínimo ganharia uma experiência.
E diante das situações mais complexas que são: amamentação, hora de dormir, cama comparilhada, mamada da madrugada, voltar da licença maternidade, escolinha, os resultados foram excelente (para minha realidade). A Eloise dorme super bem no bercinho, chega a dormir sozinha e a noite inteira, nunca trocou o dia pela noite, e quando achamos que esta frio ou que ela esta doentinha e nós a queremos pertinho colocamos ela para dormir com a gente e ela dorme numa boa. Não tivemos problemas durante a amamentação e o desmame ocorreu de forma tranquila, a mamada da madrugada eu tirei quando ela tinha 1 ano e também ocorreu tudo bem.
Ela esta com 1 ano e 4 meses frequenta a escolinha, e eu continuo trabalhando.
Mágica????????????????? Não...
Só segui meu instinto materno, em saber o momento certo de tomar a decisão certa para nós duas.
Aprendi que os extremos não são bons, o importante e saúdavel é o meio termo, não seja muito radical com as crianças, mas também não seja permissiva demais.
Resumindo: acho que nós mães, precisamos seguir nosso instinto materno e nosso coração, ao inves de escutar ou fazer o que a mídia diz, afinal de contas, o filho é nosso, ninguém consegue viver a vida do outro, por mais similar que seja, cada um sabe seus limites e a dor e delícia de ser o que é.
Vejo mães que buscam tudo para criar um ser humano perfeito, e isso não existe, todos nós temos defeitos e qualidades, e até traumas, pq não?? Todas as dificuldades que já passei, serviram para aprendizagem e crescimento, por isso não devemos poupar nossos filhos de sofrer uma decepção, de perder, isso faz parte da vida, e temos que prepará-los para a vida.
Esse papo de: "deixar dormir com os pais, torna a criança insegura e consequentemente um adulto inseguro", AH!!!!!! me polpe, quem não tem suas inseguranças???????? é normal, faz parte da vida, e outra ser forte e seguro o tempo todo deve ser muito chato..... fala sério?!!
Isso não significa que não devemos pedir opinião de outras mães, e de outras pessoas, ler livros sobre o assunto, mas acho que acima dessas opiniões e conselhos devemos levar em conta nosso instinto materno - ele nunca falha!!!
Bjos amigas e boa reflexão!
Mas as coisas começaram a melhorar a partir do momento que coloquei meu instinto materno em prática, e comecei a acreditar em mim, na Camila mãe da Eloise. Sabia que na pior das hipóteses eu poderia errar, e eu tinha esse direito, afinal, sou mãe de primeira viagem e não sou obrigada a acertar tudo e no mínimo ganharia uma experiência.
E diante das situações mais complexas que são: amamentação, hora de dormir, cama comparilhada, mamada da madrugada, voltar da licença maternidade, escolinha, os resultados foram excelente (para minha realidade). A Eloise dorme super bem no bercinho, chega a dormir sozinha e a noite inteira, nunca trocou o dia pela noite, e quando achamos que esta frio ou que ela esta doentinha e nós a queremos pertinho colocamos ela para dormir com a gente e ela dorme numa boa. Não tivemos problemas durante a amamentação e o desmame ocorreu de forma tranquila, a mamada da madrugada eu tirei quando ela tinha 1 ano e também ocorreu tudo bem.
Ela esta com 1 ano e 4 meses frequenta a escolinha, e eu continuo trabalhando.
Mágica????????????????? Não...
Só segui meu instinto materno, em saber o momento certo de tomar a decisão certa para nós duas.
Aprendi que os extremos não são bons, o importante e saúdavel é o meio termo, não seja muito radical com as crianças, mas também não seja permissiva demais.
Resumindo: acho que nós mães, precisamos seguir nosso instinto materno e nosso coração, ao inves de escutar ou fazer o que a mídia diz, afinal de contas, o filho é nosso, ninguém consegue viver a vida do outro, por mais similar que seja, cada um sabe seus limites e a dor e delícia de ser o que é.
Vejo mães que buscam tudo para criar um ser humano perfeito, e isso não existe, todos nós temos defeitos e qualidades, e até traumas, pq não?? Todas as dificuldades que já passei, serviram para aprendizagem e crescimento, por isso não devemos poupar nossos filhos de sofrer uma decepção, de perder, isso faz parte da vida, e temos que prepará-los para a vida.
Esse papo de: "deixar dormir com os pais, torna a criança insegura e consequentemente um adulto inseguro", AH!!!!!! me polpe, quem não tem suas inseguranças???????? é normal, faz parte da vida, e outra ser forte e seguro o tempo todo deve ser muito chato..... fala sério?!!
Isso não significa que não devemos pedir opinião de outras mães, e de outras pessoas, ler livros sobre o assunto, mas acho que acima dessas opiniões e conselhos devemos levar em conta nosso instinto materno - ele nunca falha!!!
Bjos amigas e boa reflexão!
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