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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Os segredos de sentar a mesa

Na minha família sempre realizamos as refeições na mesa, todos juntos, meus pais sempre falavam que a hora da refeição era uma hora sagrada. Da minha infância até minha adolescência nossa família não tinha condições de ir a restaurantes, então minha mãe sempre preparou as refeições para nós, mesmo quando ela trabalhava fora. Eu sempre gostei muitoooooo da comidinha da minha mãe, quando ia passear na casa de amigas e as vezes ficava o dia todo fora de casa, não via a hora de voltar e comer a comida da minha mãe. Hoje nossa situação financeira graças a Deus melhorou e temos condições de ir á restaurantes, o que é mais cômodo, mais fácil, mais rápido, mas não mais gostoso.
Hoje eu tenho minha família e mesmo tendo a comodidade de morar perto da minha mãe e ter o privilégio de poder continuar fazendo as refeições na casa dela, eu agora também tenho uma família e EU preciso cuidar da minha família. Eu mesma faço as refeições com muito amor, faço sucos naturais para minha filha e cultivo sua alimentação. Na hora da refeição montamos a mesa, agradecemos a Deus pelo alimento e comemos. E nos finais de semana, almoçamos na casa dos avós.

Esses dias eu estava no meu quarto e a Eloise estava brincando de casinha no seu quarto, fui espiar para ver se estava tudo bem e observei que ela estava brincando de casinha com suas filhinhas, com muito amor as colocou em volta da mesa, orou (Obigadu Jesuis pelo papa, amiem) e alimentou as bonecas. As crianças aprendem mais pelos exemplos do que pelos ensinamentos, sei que minha filha quando tiver a sua família valorizará as refeições na mesa com seus filhos e seu marido, pois ela viveu isso.

Sentar a mesa significa muito mais do que você imagina. Sentar a mesa não alimenta só nosso corpo físico, mas também nossa alma. Quando sentamos a mesa com nossa família podemos olhar nos olhos uns dos outros, conversar, agradecer a Deus juntos e termos um momento de intimidade e união -  depois todos podem ajudar a "retirar" a mesa, não é mesmo?! E pode ser muito divertido deixar seus filhos a ajudar lavar a louça. São momentos que a gente nunca esquece!
São nesses momentos que temos a oportunidade de saber sobre o que aconteceu no nosso dia, dividir alegrias e tristezas. Independente de como foi o dia, encerre-o a mesa com sua família, isso mostrará união e dará força uns aos outros para superar as dificuldades.

Jesus nos deixou vários exemplos:
Antes de ser traído, compartilhou na mesa com seus discípulos sua ultima ceia, Ele sabia que sofreria e que passaria por uma grande aflição e que seria traído, contudo foi na mesa que ele passou seus últimos ensinamentos para seus discípulos.
Depois que Jesus ressuscitou, antes de subir aos céus, ele foi se encontrar com Pedro, aquele que havia o negado 3 vezes. Pedro estava pescando no mar e estava muito envergonhado pelo que havia feito. Jesus foi ter com ele, e na beira do mar, preparou uma refeição para eles, Pedro se achegou junto com os outros discípulos para compartilharem da refeição que o próprio Jesus havia preparado para eles e naquele momento houve restauração e cura na vida de Pedro.

Pense nisso, e valorize mais as refeições com sua família!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Escola e Socialização

Já compartilhe várias vezes aqui os problemas com a socialização da Eloise e as adaptações na escola e com outras pessoas. Criei o blog justamente para isso, para compartilhar experiências e trocar ideias com outras mães que passaram ou passarão pelos mesmos problemas. Então para recapitular:
Quando a Elô ingressou na escola aos 9 meses ela demorou 4 meses para se adaptar. Eu disse Q-U-A-T-R-O meses. Todos os dias ela chorava, gritava, me segurava pelos cabelos para não entrar e eu chorava no carro depois durante todo o percurso até o seviço, era um horror. Depois entrou de férias e voltou as aulas normal não chorava mais e assim seguiu o ano todo super bem.
Porém como aconteceram algumas mudanças e a mamãe saiu do serviço, consequentemente ela perdeu a vaga na escola (pois era um convênio). Mesmo estando em casa e com a missão de curtir mais ela e nos preparar para a chegada do outro bebê (que eu acabei perdendo com já contei aqui), achei que seria importante ela continuar na escola para sua socialização, acredtei que se ela ficasse em casa comigo o tempo todo nós poderíamos regredir na socialização dela e também eu teria um tempo a sós com o bebê que estava por vir. Então batalhei para conseguir a vaga na mesma escola para evitar os transtornos da adaptação,e graças a Deus conseguimos a vaga depois de 3 meses.
Mesmo sendo a mesma turminha, ela também chorou horrores nos primeiros dias, e eu já esperava por isso, porque as outras mães dos amiguinhos dela já haviam me falado que todos eles estavam chorando e demorando para se adaptar a nova classe.
Estou aqui para compartilhar com vocês que as coisas melhoraram. A-L-E-L-U-I-A.
Ontem fui bucar a pequena na escola e a mesma educadora que disse que ela era muito tímida e retraída me disse que enquanto as crianças estavam brincando ela ouviu uma cantoria e não sabia da onde estava vindo. Então começou a procurar, ela encontrou a Elô dançando #rebolandoegirando# e cantando, ela ficou super feliz e disse que ela mudou bastante e já está bem entrosada com o grupo. Nem preciso dizer que fiquei mega feliz. Eu já havia percebido uma mudança significativa, pois ela já não estava mais chorando para entrar na escola e entra andando puxando a mochila (carrinho). Essa semana faz exatamente 1 mês que ela voltou para a escola.
Você deve estar se perguntando. SE eu perdi o bebê e não estou mais trabalhando "fora" porque a Eloise está na escola?????????????? Vou explicar: Antes ela ficava o período inegral, aproximadamente 10 horas. Hoje ela fica 6 horas sendo que 2 horas ela passa dormindo, ela está no período matutino. Eu e o papai achamos importante ela continuar na escola por um breve período para não interromper o processo de socialização, para ela brincar com outras crianças, afinal a Elô é a única criança na nossa família, para o melhor desenvolvimento dela, ela está falando mais, se expressando melhor, divide alimentos e brinquedos, enfim sabe viver em comunidade. Logo depois do almoço eu vou busca-la e passamos o resto do dia juntas e tem sido muito bom para ela. Até com as pessoas da família ela está mais social. E também acredito muito na qualidade do tempo e na quantidade do tempo que passamos com nossos filhos, as duas coisas são importantes. Não adianta ficar o dia inteiro em casa com a criança e não brincar com a criança, se estressar por não conseguir fazer outras tarefas e etc. Tem que haver um equilibrio. Antes eu tinha qualidade mas tinha muito pouca quantidade de tempo com ela - isso também não é legal.
Hoje considero que passamos um tempo ideal e saudável juntas, enquanto estou com ela não penso e nem me estresso com mais nada meu foco é ela. Além do que enquanto ela esta na escola eu não fico de pernas pro ar, eu tenho trabalhado por conta própria em casa, abri uma loja virtual: www.eloscrapdecor.elo7.com.br Lá vocês encontrarão peças lindas para decoração, lembrancinhas e convites. Essa loja é uma parceria com a minha sogra. E também trabalho no escritório com minha mãe. Afinal de contas quem é ligada nos 220 não consegue ficar parada né!!!!

Elô indo pra escola

Bjos amigas

quarta-feira, 21 de março de 2012

Cuidado para não engessar seus filhos

Sempre achei fundamental ensinar a Eloise a ser organizada, limpa, ter uma rotina, e etc..etc e etc. Para uma mãe perfeccionista e metódica até que foi fácil colocar em prática o que os livros ensinaram. Como já comentei aqui, desde dezembro/11 nossa vida deu uma reviravolta e muitas coisas mudaram, hoje eu não trabalho mais fora, faço alguns trabalhos em casa no período da manhã enquanto a Elô fica na escola e no restante do dia ficamos juntas. Porém como minha amiga Marcella do Blog Mon Maternite postou esses dias, queira a mãe trabalhe fora ou não, infelizmente ou felismente não somos madames e temos que fazer o serviço de casa, com isso nem sempre consigo estar 100% dedicada a Elô.

Desde que ocorreram essas mudanças nas nossas vidas a Elô estava se comportando muito bem e todos elogiavam o progresso dela, porém nas ultimas semanas tivemos alguns probleminhas de socialização como comentei aqui e um outro problema que me deixou um pouco chateada. Minha mãe mora enfrente minha casa, basta atravessar a rua,  a Elô curti muito ficar lá e ultimamnte não queria vir embora de jeito nenhum, chorava horrores e me ignorava. Senti que algo estava errado e precisei refletir em alguns pontos, foi quando percebi que estava engessando a Elô e eu não estava percebendo.

Regras e limites são muito importantes, porém mais importante que isso é a flexibilidade, é saber ceder e negociar, eu estava ultimamente muito rígida com a Elô, exigindo muito para uma criança de apenas 2 anos.

É importante guardar os brinquedos? Sem dúvida! Mas esperar que a criança brinque até cansar, descanse e depois volte e brinque mais um pouco e antes de ir para uma outra atividade guarde os brinquedos é fundamental! A maioria das vezes eu queria que ela guardasse os brinquedos na hora que eu queria sem percebe que como ela já tinha brincado muitoooo estava cansada e claro não queria guardar.
Quer ver outra hora de estresse: Pentear o cabelo e colocar as fitinhas, tiaras, lacinhos..e bá blá blá. É importante??? Hoje eu diria que importante é pentear o cabelo, se ela não quer colocar lacinho, deixa pra lá, ela é uma criança e não uma boneca pra e ficar enfeitando.
Sair com alguma roupa, calçado ou acessório nada a ver com nada??!!! Imagine o que os outros vão pensar! E lá ficava a mãe descabelada tentando convencer a cria a não usar a tal roupa. Bobagem, e dai se alguém vai falar alguma coisa, mais vale eu sair de casa numa boa com minha filha sem brigas e choros do que a impressão dos outros.
Quando o assunto é alimentação então, era só discusão, mas pense bem, um dia ou outro tomar refri, comer uma "porcaria", sair da rotina não vai matar ninguém! Pode te certeza e eles irão se divertir muito. Não pense que você conseguirá colocar seu filho numa bolha por muito tempo, aliás é super importante que ele experimente alimentos diferentes e você ensine o porque devemos consumir determinado alimento mais ou menos vezes.
Confesso que sou meio neurótica com organização e limpeza, mas percebi que é melhor tropeçar em brinquedos no chão, do que tropeçar na Elô  fazendo birra por querer brincar com tudo ao mesmo tempo na casa toda, isso inclue: banheiro, corredor, cozinha, quintal, sala, TUDO. Ela está na fase de fazer "casinhas e cabaninhas". Então e relaxo e deixo ela brincar a vontade, e num momento oportuno guardamos e organizamos.
Outra coisa que definitvamente eu não insisto mais é fazer ela dormir na cama e no quartinho dela, era sempre um estresse. Eu gosto da supernany e sempre que posso eu assisto, mas eu não sirvo para ficar levando minha filha pra cama dela toda vez que ela ousar sair e vê-la chorando e se descabelando e não poder falar nada, ou então ficar do lado segurando sua mão até ela dormir e sair de fininho....Passei dessa fase de querer fazer tudo certinho. Tem dia que ela quer dormir no quarto dela e vai numa boa, tem dia que ela quer dormir com a gente e boa também, depois levamos ela pra cama dela. Claro que se ela acordar no meio da noite ela vem pra nossa cama e é muito bem recebida. Veja bem logo os filhos crescem e dai vão querer dormir na casa dos amigos ou então trazer os amigos para dormir em casa, você acha que ela vai se lembrar da mamãe e do papai?? Claro que não. Então eu e o meu marido decidimos que vamos aproveitar todo o tempo que ela quiser ficar perto da gente, porque logo essa fase como todas as outras fases passarão.

Enfim amigas, meu recado é esse: cuidado para não engessar seu filho e ele perder a liberdade dentro da própria casa, tudo tem que ter um equilibrio e uma dosagem de amor e disciplina.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Adaptações

Olá amigas,
Bom como comentei no meu post anterior, eu tomei várias atitudes consideravelmente importantes nos ultimos meses e uma delas foi abrir mão do meu emprego assim que soube que estava grávida do segundinho. Bom, todos sabem que infelizmente essa gesrtação foi interrompida, e eis que agora me vejo em adaptações a nova vida de dona de casa, mãe em tempo integral e consultora de negócios, é isso mesmo consegui uma oportunidade de trabalhar "em casa" na verdade é no escritório que fica na casa da minha mãe.
Todas nós depois que nos tornamos mães somos seres totalmente adaptáveis não é verdade?? Nos adaptados a tudo, nada é tão difícil e sempre temos uma solução imediata para as coisas, passamos a adquirir um novo inimigo - o tempo.
Eu sempre trabalhei fora e até achava que vida de mãe que trabalha em casa era moleza, mas para minha surpresa estou para acreditar que é tão corrida quanto da mãe que trabalha fora. Trabalhar em casa exige muita, mas muita disciplina, eu sempre fui muito disciplinada no meu trabalho, mas acreditem eu me senti perdida em meio a rotina de: cozinhar, cuidar da casa, lavar e passar roupa, brincar de casinha, dar banho na Elô e na Babalu (cachorrinha), assistir DVDs com a Elô, fazer compras, feira, ligar para cliente, receber uma ligação importante enquanto sua princesa está pedindo para fazer "toto" (cocô)...AHH!! e claro que não posso esquecer, estar impecável e bem disposta para o marido a noite, e ainda arrumar um tempinho para fazer as unhas, afinal o orçamento aperta e você tem que reduzir os gastos.
Mesmo com toda essa agitação, eu me sinto bem, é um cansaço diferente, pois cada vez que estou exausta demais eu olho para minha princesa feliz da vida por me ter por perto, com saúde e no meio dessa agitação toda receber um beijo e um abraço apertado dela - recarrega toda minha energia.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A escolha de ter o segundo filho e a dor por ele não ter chegado. Parte II

Aquela noite foi terrível, eu não conseguia dormir, apenas chorar, eu não contei para a Eloise sobre o que havia acontecido com o bebê, mas ela percebeu, assim que deitamos ela passava sua mãozinha suave no meu rosto e olhava fixamente nos meus olhos como quem diz: calma mamãe, eu estou aqui.
Assim que amanheceu o dia para variar passei mal, eu vomitava todos os dias e já acordava enjoada, mas aquele dia sentir aquele enjoo era terrivelmente insuportável, então não pensei duas vezes fui arrumar minhas coisas para a internação eu precisava tomar uma atitude. A Eloise nunca dormiu fora de casa, eu pretendia fazer isso no decorrer da gravidez, mas não deu tempo, então chegou o dia em que teríamos que enfrentar a situação sem a devida preparação, a unica coisa que me restou foi conversar com ela, a chamei e disse: filha, a mamãe vai ao médico e vou demorar para voltar, a noite você vai precisar dormir com a vovó talvez o papai esteja aqui para dormir com você, mas logo logo a mamãe voltará,ela chorou e disse: não mamãe, só mamãe (só quero a mamãe), então não preciso dizer que desabei a chorar. Mas graças a Deus no momento de irmos para o hospital ela nos abraçou bem forte e logo os titios conseguiram a distrair e assim seguimos eu e o meu marido, sem  trocarmos palavras, novamente não havia palavras. Eu chorei o caminho todo, eu não queria estar vivendo aquilo, eu precisava ir para o hospital para resolver a situação, então só me restava seguir enfrente.
Fiquei internada na sala de pré-parto, foi uma tortura, pois da minha cama eu enxergava o corredor e via as mulheres seguindo para o centro cirúrgico para terem seus bebês. Fui internada as 13:30 e só as 15:00 que começaram a me dar a medicação que iria forçar a expulsão do feto, a enfermeira me disse: olha com essa medicação você sentirá dor e contrações, será normal, quando a dor for insuportável você pode nos chamar. Eu pensei: meu Deus, dor insuportável? Será possível que ainda exista alguma dor pior do que a dor que estou sentido? A dor de saber que você já perdeu um filho? Impossível.
Logo depois deixaram meu marido entrar, eu ainda não estava sentindo as contrações, apenas aquela tristeza sem fim, eu chorava o tempo todo, e meu marido segurava minha mão. Mais tarde minha mãe foi me ver, quando ela entrou no quarto e me abraçou eu finalmente tinha encontrado um abraço salvador, o abraço da minha mãe sempre me aliviava, mas dessa vez nem o abraço dela tirava aquela dor, então eu disse: mãe eu não quero passar por isso, e ela apenas chorou e me abraçou e me pediu para ser forte. Logo que ela saiu, meu pai e em seguida minha irmã entraram, era possível apenas 1 pessoa por vez eles levaram videos da Eloise para eu me distrair, e justamente naquele dia a cama dela havia chegado, então eles filmaram a reação dela com a caminha foi um barato, só aumentou a minha saudade, e queria que eles me levassem dali, meu pai orou por mim e logo depois que eles foram embora eu comecei a sentir cólicas e contrações, era exatamente 18:50 hs. Eu sabia que o meu marido só poderia ficar comigo até as 21:00 hs. Eu queria muito que tudo o que tivesse que acontecer, acontecesse até esse horário, não queria passar sozinha. Segui até as 21:00 apenas com as contrações a enfermeira me examinou e disse que o colo do útero ainda estava fechado e então me deu outra medicação e chamou meu médico. Eu pedi que meu marido ficasse mais um pouco e eles deixaram ele ficar até as 22:00 hs.
Quando foi umas 21:15 hs senti que alguma coisa havia saído, meu médico chegou e me examinou, mas era apenas a bolsa que havia rompido, um ótimo sina disse ele. Continuei com dor e as contrações iam aumentando, como estava com muita ânsia me aplicaram uma injeção de plasil. Então deu 22:00 hs e meu marido não podia mais ficar, ele me beijou e eu pedi para ele cuidar bem da Eloise. Sabia que agora eu teria que continuar sozinha, era eu e Deus. Meu médico também foi embora e prescreveu que a meia noite as enfermeiras me dessem uma medicação no soro para acelerar as contrações. Graças ao efeito do plasil eu seguia um pouco dormindo e um pouco acordada com muita dor, mas era ainda uma dor suportável, nada seria pior do que a dor eu já estava sentindo.
Quando faltava 1 minuto para meia noite e acordei e estava com muita dor, troquei umas palavras com uma moça que estava na cama ao lado da minha e me levantei para ir até o banheiro, antes que as enfermeiras chegassem para aplicar o soro. Assim que cheguei no banheiro para minha surpresa eu comecei a sangrar muitooooooo, muito mesmo, comecei a perder os sentidos e então só lembrei de abrir a porta e pedir para chamar a enfermeira, sentei no vaso já desfalecida e ouvi um barulho, eu tive a certeza de que era o feto saindo, não doeu, e graças a Deus eu não vi, eu havia pedido a Deus que não permitisse que eu visse, pois saberia que se eu visse iria guardar pra sempre aquela imagem na minha memória e eu não queria. Logo as enfermeiras chegaram me levaram pra cama e chamaram meu médico, eu suava muito e já não conseguia enxergar direito, estava com muita dor, mas não era uma dor insuportável, não era maior do que a dor que eu ja havia sentido quando soube que tinha perdido meu bebê. Logo meu médico chegou e já me levou para sala de cirurgia, eu temia fazer uma curetagem mas meu médico havia me garantido que era melhor, era a garantia que meu útero estava limpo e livre de infecções. Eu segui para a sala da cirurgia com muita, mas muita dor, eu não falava, não gritava, eu apenas chorava, era um choro quieto e só meu, logo me deram um medicamento que eu apaguei, depois de 1 hora acordei e ouvi meu médico dizendo: pronto, acabou, ocorreu tudo bem, amanhã cedo te darei alta. Eu ainda estava meio tonta sem saber o que estava acontecendo e com muita dor, me levaram para o quarto e eu dormi, isso era umas 3:00 hs da madrugada. Pontualmente as 7:00 estava lá meu médico me esperando acordar para verificar se e estava bem e me dar alta, eu não sentia mais dor, e então eles deixaram meu marido entrar para me ver, tomei um café e tive alta.
Seguimos para a casa, verbalizei tudo o que havia ocorrido para meu marido, mas eu já não chorava mais, parecia que havia se esgotado toda água do meu corpo. Eu estava sem cor, sem dor, sem vontade de nada. Cheguei em casa e me deitei, na minha cama estava a Elô dormindo como um anjinho, ela havia dormido com o papai e super bem não deu trabalho. Dormi bem agarradinha com ela, algumas horas depois acordei com uma voz doce: Mamãeeeeeeeee!!!!!!! Ela me abraçou e eu me senti acolhida e amada.
Os dias tem sido difíceis, tudo me faz lembrar o bebê que perdi, parece que cada canto da casa já tinha um espaço pra ele, as vezes eu  me distraio e conseguido conversar sobre outras coisas, mas de repente me pego chorando, impossível esquecer tudo o que aconteceu, pois eu sai do hospital sem um bebê nos braços para me fazer esquecer a dor. Mas sigo enfrente, pois tenho uma filha que precisa e depende muito de mim e por ela e pela força de Deus e apoio da minha família eu estou de pé. Eu sei que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, eu sei que Ele está no controle de todas as coisas, Deus sabe o que cada um de nós podemos suportar. Confio em ti Jesus, e sei que o Senhor tem mais para minha vida.

A escolha de ter o segundo filho e a dor por ele não ter chegado. Parte I

Na verdade este post era para contar sobre a decisão de ter um segundo filho, porém tivemos algumas alterações no caminho, então resolvi fazer um único post.

Quando eu e meu marido decidimos que era hora de ter outro filho, não pensamos apenas em nós, mas sim na Eloise, pois hoje não pensamos como um casal, agora somos uma família e todos precisam estar envolvidos nas decisões. Já ouvi muitos casais dizerem que não pensam em ter mais filhos, e nem querem saber se o filho único quer ser filho único, para esses pais filhos dão muitos gastos e pra que dar irmãos se hoje em dia as crianças vão desde bebês para as escolas e tem o convívio dos amiguinhos. Sinto pena de quem pensa dessa forma e acha que colegas de escolas substituem irmãos. Colegas de escola passam, irmãos são para a vida toda. É com os irmãos que temos as primeiras lições da vida.

Em nossa família a Eloise é a unica criança, unica filha, neta, sobrinha e bisneta, primos ainda estão num futuro bem distante já que tanto minha irmã quanto meu cunhado ainda não pensam em casar, estão focados nos estudos, esse também foi um dos motivos para encomendar um irmãozinho, não acho saudável para a Elô ser o centro das atenções, por mais que a gente se esforce para isso não acontecer, ela é sempre muito mimada onde ela chega.

Assim que confirmei a gravidez no dia 16 de Dezembro eu já estava com 8 semanas, foi uma alegria só e um marco para tomada de muitas decisões, entre elas meu pedido de demissão do emprego para a preparação da Eloise com a chegada do novo bebê. Essa preparação envolveu: desfralde, troca do berço pela cama, algumas mudanças no quartinho e etc...A família toda estava engajada nas preparações para receber o novo frutinho.

No último dia 16, ou seja, um mês depois na notícia da gravidez, tinha ultrassom agendado para o exame de Translucência nucal e descoberta do sexo, já estava com 12 semanas, naquele dia tinha programado de ir com a Elô e passar pegar o papai no serviço, mas por algum motivo ainda desconhecido Eloise dormiu bem na hora da mamãe sair, então fomos apenas eu e o papai no médico. Estávamos ansiosos pelo ultrassom, logo que começou o exame e o médico mediu o bebê, notei que ele estava do mesmo tamanho que o ultimo ultrassom e achei estranho, já me deu um frio na barriga, então logo procurei o coraçãozinho dele, e não encontrei, o médico não precisava falar mais nada, eu já tinha entendido tudo, não tive coragem de olhar para meu marido, mais tarde ele me contou que sentiu a mesma coisa. Então o médico começou a fazer algumas perguntas e constatou o que eu não queria ouvir: seu organismo interrompeu a gestação, devido a uma má formação do feto, irei pedir mais um ultrassom com outro médico para confirmarmos. Eu sai daquele consultório em estado de choque, eu não sabia se continuava andando ou se sentava pra chorar, eu poderia gritar também de tanta dor, eu não estava entendo nada, na verdade queria acordar daquele pesadelo, mas continuei seguindo em direção ao carro, sem dar uma palavra com meu marido, não precisávamos trocar palavras, pois não existiam palavras naquele momento. Assim que entramos no carro eu desabei a chorar e pedi para ele me levar ao PS para fazer outro ultrassom, eu não poderia voltar para casa sem aquela confirmação, muito embora eu já soubesse da verdade. Assim que chegamos ao PS meu marido ainda não havia derrubado uma lágrima, ele apenas me abraçava e tentava me acalmar. Em nenhum momento eu perguntei o porque aquilo estava acontecendo, e nem questionei a Deus, eu simplesmente chorava, não saia nenhuma palavra. Assim que a médica nos chamou e fez o ultrassom confirmou o diagnóstico do meu médico que eu havia sofrido um aborto, logo em seguida ela me pediu que seguíssemos para a sala de pré-parto, para entrarem em contato com o meu médico. Nesse momento nós dois não sabíamos o que fazer, se ligávamos para alguém, pois ainda não tínhamos avisado nossos pais, não queríamos falar por telefone, então seguimos enfrente, porém como coração de mãe nunca falha, minha mãe sentiu que precisava falar comigo e me ligou, eu não tive coragem de atender, então meu marido atendeu e quando ele verbalizou o que havia acontecido, ele chorava como uma criança. A enfermeira nos chamou e entrou em contato com o meu médico, ele me deu 3 opções: esperar meu corpo expulsar o feto, ir para casa e tomar remédios para expulsar o feto, ficar internada para tomar a medicação e fazer os procedimentos que fossem necessários. Óbvio que escolhi voltar para a casa naquele momento para ficar com minha família e voltar no dia seguinte para me internar e fazer os procedimentos necessários no hospital sob supervisão médica. Eu estava morrendo de saudades da Eloise enquanto esperávamos o ultrassom, tinha várias crianças na mesma idade dela brincando na sala de espera e que dor eu sentia pela perda desse bebê e que saudade sem tamanho da minha pequena, tudo que eu precisava era abraça-la. Voltamos para casa, agora para enfrentar a família e verbalizar tudo o que havia acontecido, era como reviver tudo outra vez, assim como estou vivendo enquanto escrevo.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Férias e novidades

Sim, eu estou viva!!!!
Me perdoem a ausencia, muitas coisas aconteceram desde a minha ultima postagem, vamos lá: preparativos para o aniversário da Elô que graças a Deus foi tudo bem (vai render um post sobre etiqueta, aguardem!), enjoos e mais enjoos, é isso ae, mamãe está gravidissima estou exatamente com 11 semanas (descobri com 8 semanas - que vergonha onde já se viu mãe de segunda viagem não desconfiar que estava gravida, tem que render um post também), e o mais emocionamente: depois de saber que estava gravida mamãe pede demissão!!! É isso mesmo, agora meus cuidados serão exclusivos a minha casa e aos meus filhos - tem alguma dúvidas que vai render vários posts???
AHHHHHHHHHHh Estamos no 3º dia do desfralde, estou um caco, mas esta indo tudo bem, depois conto pra vcs.
Agora estamos em ritmo de ferias,quando Eloise esta acordada nem pensar em ligar o computador #minhavidaélimparxixi# e quando ela dorme é o momento que aproveito para descansar, estou muito mais muitooooooooooo preguiçosa e dorminhoca -delíciaaaaaaaaaaaaaaaaaa dormir a tarde toda com ela.
Mas aos poucos vou me acostumando com a nova rotina e quero registrar tudo e compartilhar tudo com vocês!!!!
Estava com muitas saudades e aos poucos vou visitando cada uma, bjosssssssssss

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Qual o futuro das famílias?

Essa semana no meu serviço, coinscidentemente três mães me procuraram no mesmo dia para solicitar vaga em creche para seus filhos e elas tinham algo em comum, as três separadas, desesperadas para dar conta de pagar o aluguel, sustentar as crianças e não terem condições de pagar uma escola. Na minha cidade estamos passando por uma turbulencia muito grande, a demanda é muito grande  e o numero de vagas muito pequeno, infelizmente não se prepararam para essa demanda e quem está padecendo são as crianças. Não se prepararam para esse novo cenário em que a mulher precisa sair trabalhar para ajudar na renda e precisa da vaga em creche para o filho.
Todas elas tinham também a mesma faixa etária que eu, entre 24 e 26 anos. Eu me pego a pensar, o que elas estão fazendo das suas vidas. Não questionei nenhuma delas o motivo da separação, mas não esse o meu papel, mas fico pensando, o que levou esses pais a tomarem essa decisão, será que eles não pensam no futuro das crianças? Que estrutura essas crianças estão tendo? Elas estão sujeitas a ficarem com qualquer pessoa, no desespero da mãe em precisar trabalhar.
As pessoas estão se relacionando e trocando seus parceiros como se troca de roupa!!! Meu Deus!!! Um filho é para sempre. Eu percebo que os casais desistem diante da primeira muralha. Casamento não é fácil, eu mesma tenho passado momentos complicados no meu, as vezes a gente até pensa em desistir, mas quando isso acontece eu penso em tudo ao meu redor, não penso só em mim. Eu penso no compromisso que eu assumi e prometi diante de Deus e de várias testemunhas, eu penso na minha filha, eu penso que se ainda existe amor, existe esperança e que as coisas nem sempre são como queremos. Deus não nos prometeu "moleza" ele diz em sua palavra que os dias seriam difíceis, mas ele promete "descando e proteção", isso me motiva a continuar, a orar pela minha família a não desistir diante da primeira batalha.
Sinto muito mesmo por essas famílias que estão sendo destruídas.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Primeiro passeio com a escola

Que alegria quando recebi no diário da escola a autorização para a Eloise ir à um Buffet Infantil com os amiguinhos para comemorarem o Dia das Crianças. Foi uma alegria acompanhada com um aperto no coração, se é que vocês me entendem, uma criança de 1 ano e 9 meses indo passear  sem a presença dos pais. Até hoje ela só passeou sem a minha presença com as avós, uma vez ela foi no zoológico com a minha sogra e com a minha mãe as saídas são mais frequentes, mas semper estou ligando para ver se está tudo bem.
Sabia que esse momento chegaria mais cedo ou mais tarde, então relaxei, e confiei na escola. Passei o dia pensando no que ela poderia estar fazendo, e finalmente chegou 17:00 hs e fui busca-la, para minha alegria as educadoras disseram que ela se comportou muitoooooooooooooo bem como sempre ( esse "como sempre" encheu meu ego...kkkkk) comeu tudo, brincou bastante e estava acabada!!!! Achei que ela dormiria no carro, mas que nada!! Ela ainda estava com bastante pique e fome, brincamos bastante depois ela jantou e mamou. A princesa foi dormir 20:30 depois de um banho bem relaxante.
Eu fui dormir 21:00 hs feliz da vida por estar dormindo esse horário e por tudo ter ocorrido muito bem. Mamãe com muito orgulho da princesa!!!

Esses semana a agenda da pequena está agitadíssima, pois sábado fomos num aniversário, ontem ela foi com a escola no Buffet, hoje temos mais um aniversário, amanhã Dia das Crianças temos mais uma festinha e sexta temos um casamento muitoooooooooooo especial!!!!!!!! Que delícia, adoro comemorações.

Fiquem com Deus, um excelente feriado, e lembre-se não importam os presentes que você pode ou não dar aos seus filhos, importa a sua presença na vida deles. Afinal o dia deles é todo dia!
Bjos amigas

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Em quem aplicar a disciplina?

Eu sempre fui super pontual, depois que a Elô nasceu não conseguia (verbo no passado porque isso não mem pertence mais) cumprir horário. Meu horário de entrada do serviço é as 8:00, eu sempre acordava as 6:00 para sair de casa as 7:30, para deixar a Elô na escola e seguir para meu serviço. Ocorre que ultimamente, estava chegando no serviço 8:30, olha o absurdoooooo. Nunca apressei a Eloise, não acho isso correto, pois isso deixa a criança estressada, eu respeitava o tempo dela e o limite dela. Até que ontem foi a gota d´água e reasolvi dar um basta, claro que eu sempre tinha minhas justificativas: a Eloise não ajuda, a Eloise não acorda, a cachorra faz nº 2 onde não deve, etc...etc e etc.

Vamos ao ocorrido, tudo começou depois que Eloise começou a se achar dona do narizinho, não querer tomar remédio, não querer trocar a fralda, não querer colocar tênis, não querer pentear o cabelo, e cá entre nós, as mães de meninas sabem do que estou falando, é o ó do borogodó arrumar menina!!!!No final vale a pena ver aquela princesa toda arrumadinha e linda, mas dá trabalho! Eis que me via perdida, não conseguia fazer ela ficar quieta para arrumá-la, sabia que estava atrasada e isso me deixava mais nervosa ainda, a ponto de ter vontade de dar umas palmadas, mas me segurava, porém isso me pertubava em não conseguir cumprir meu horário.

E ontem não foi diferente, só que um pouco pior, pois ela está com diarréia (tenho certeza que é dente), e o papai está de férias e pode presenciar todo estress e até tentar ajudar. Quando a deixamos na escola, acreditem se quiser, cai com ela na calçada, não me perguntem como e nem porque, eu simplesmente cai em câmera lenta, um mico só, graças a Deus ninguem saiu ferido. Quando entrei no carro, fiquei me questionando o que estava acontecendo?! Era preciso mais disciplina, mas não para Eloise e sim para a mamãe.

Ontem, coloquei a Elô para dormir mais cedo as 21:00 hs. Hoje, acordei as 6:00 como de sempre, só que cronometrei meu tempo de tomar banho, escovar o cabelo, tratar dos animais, fazer a mamadeira, e claro acordei a Elô 10 min mais cedo. Acordei ela primeiro para depois começar a troca-la - deu certo, ela não ficou tão zangada quanto troca-la ainda dormindo. Pedi ajuda dela para colocar o tênis, e a deixei escolher - dica da minha amiga Marcella do MonMaternite deu super certo. Enquanto ela escovava o dente eu penteava o cabelo e deixei ela colocar creme dental (sem fluor) umas cinco vezes na escova, só para ela destrair - deu certo ela ficou lindona com os lacinhos. AHHHHHHHH EU dava mamadeira para ela, hoje falei: filha a mamãe precisa organizar umas coisas e você vai tomar dedê sozinha hoje, ta bom? Ela aceitou na boa, enquanto ela tomava mamadeira eu limpava a sujeira da cachorra, jogava a fralda, coloca ração para os passarinhos.
Conseguimos sair de casa 7:20 hs e ainda fazer uma oração antes de sair de casa!!!!!!!!!!!!!!!!! uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu, viva!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Conseguimos sem estress, sem palmada, sem agitação, apenas com disciplina e colaboração.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Sobrevivi!!!

Amigas, me desculpem pela ausência, essas duas últimas semanas foram difíceis, trabalhando muitoooooooooooooo, mas muito mesmo, não sobrando tempo nem para comer, mas graças a Deus acabou a loucura, segunda feira nossa equipe de trabalho estará completa e tudo voltará ao normal, isso porque dois colegas de trabalho estavam de férias, então acumulou muitoooooo trabalho.
Fiquei muito mal, muito cansada, estressada e nem ânimo para absolutamente nada, nem para conversar, muito menos para escrever, mas creio que Deus esta restaurando minhas forças e eu vou vencer essa fase dificil.

Mas tenho boas notícias, Eloise está ficando superrrrrrrrr bem na escola, quando chegamos na frente da escola ela fica toda contente, vai para o colo da tia numa boa e faz até tchau. Isso tem me deixado muito mais tranquila, vê-la feliz e querendo ir para a escola, sem contar no desenvolvimento dela que está cada vez melhor, está falando mais coisas, se expressando melhor, uma fofura!
Essa semana a levei em sua primeira consulta ao dentista, ganhamos parabéns pelos bons hábitos, e a Dra só puxou minha orelha para eu dar mais comidinhas picadinhas para ela, pois ela já tem dente suficiente para mastigar. E tenho a meta de até minhas férias que será em Janeiro e a Elô estará com 2 aninhos de tirar a chupeta e a mamadeira. Fé em Deus que dará tudo certo.

Papai está de férias, então tem me ajudado nas tarefas de casa. Espero na próxima semana conseguir postar mais.

Beijos com carinho

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Enfim chegou o 2.6!!!!!!!!!!!!!!

Eu sempre adorei comemorações, entrava em contagem regressiva para chegada do meu aniversário, sempre, sempre, sempre. Sempre estipulava novas metas, novos desafios para aquela nova etapa. Eu tinha uma meta de ter um filho até os 25 anos, e consegui, engravidei com 23 e a Elô nasceu quando eu tinha 24, a comemoração dos 25 anos já foi com minha princesa dos braços, ela tinha 8 meses.

Meu feriado de 7 de Setembro não foi muito legal, Eloise passou o dia todo chorando, com febre e só queria dormir e colo. Ontem logo que acordei já pude perceber que ela estava com febre, então fiquei no período da manhã cuidando dela e só fui trabalhar depois do almoço. Meu dia estava tão cinzento, tão triste, não queria comemorar nada, só queria vê-la brincando. A noite recebi meus pais, avós e sogros em casa, e para minha alegria Eloise estava melhor e sem febre. A festinha parecia dela, ela era atenção de todos nós, meu dia não poderia ter acabado melhor.



Engraçado como a maternidade muda completamente o sentido das nossas vidas, desde que a Eloise nasceu tudo mudou. Hoje minhas metas e meu objetivo para essa nova etapa é muito simples, eu só quero saúde  para eu cuidar da minha família e saúde para minha família. Eu só quero o amor deles. Eu não tenho vergonha de assumir que de certa forma perdi minha identidade, aquela Camila que existia hoje já não existe mais, hoje existe uma Camila muito melhor, muito mais generosa, muito mais humana, posso afirmar para vocês que quando a Elô nasceu, Deus me deu uma dose dupla de todos os frutos do Espírito, que são: caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade (gentileza), bondade, fé, mansidão e temperança (domínio próprio). Agradeço a Deus todos os dias por tudo que sou e tenho, pela família que Ele confio para eu cuidar e por sua Graça imensa na minha vida.

Um super bjo para todas vocês e um excelente final de semana!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Quando o amor chegou!!

Este post dedico as mães recem-nascidas.

Todos falam sobre o amor, a emoção, alegria de receber uma criança em seus braços; do momento do parto, da alegria e satisfação de amamentar, e todos outros sentimentos mais lindos do mundo. Não duvido que algumas mães realmente só sintam satisfação e alegria ao parir, ao amamentar e diante dos primeiros momentos com a criança, porém também existe uma grande parte que não sente tudo isso e se cala de vergonha, por se achar só, mas saiba que você não está só e isso é bem mais comum do que você imagina.

Vou contar para vocês o que aconteceu comigo.
Minha gravidez foi esperada, tive uma gestação agitada pela reforma na minha casa, mas no geral foi tudo bem, preparei o todo o quartinho, fiz enxoval, Eloise foi muito esperada. Já tinha em mente que queria uma cesariana, meu pai já trabalhou em hospital e sempre me falava de como as mulheres sofriam em partos normais, que muitas crianças passavam da hora de nascer, enfim, como eu tinha medo de acontecer isso, de passar da hora de nascer, achei melhor fazer cesária.

No dia 28/12/09 segunda-feira, em mais um retorno semanal ao GO, ele me examinou e disse: ela está prontinha para nascer. Eu estava de 39 semanas, segundo os calculos do médico. Ele já sabendo da minha preferencia por cesaria me perguntou: Quer agendar a cesária para hoje? E eu disse que sim (lembra do meu medo de passar da hora??então, você acha que sabendo que ela estava pronta eu iria esperar mais?) Por fim naquele dia não tinha vaga no hospital e marcamos para o primeiro horario do dia 29/12/09.

Eu e o maridão, voltamos para casa felizes, ansiosos, e claro corremos para a casa dos avós para contar a novidade, ligamos para os mais íntimos.
Naquela segunda eu e o papai ainda fizemos uma "faxina" em casa, o papai de tão nervoso que estava queria limpar tudo, limpou até o portão, trocou uma lâmpadas, eram 23:00 ele ainda estava mexendo nas coisas, claro de ansiedade, e eu querendo dormir, eu estava bem tranquila. Dormi super bem e as 5:30 hs levantei para irmos a maternidade, deveríamos chegar as 6:00 hs.

A caminho da maternidade, comecei a sentir contrações fortes, e continuamos seguindo. O sentimento era de medo, e insegurança, estava nervosa pois as dores estavam aumentando, e eu nunca havia passado por uma cirurgia, então estava bastante nervosa.

Entramos no centro cirurgico, e adivinhem qual era o assunto?? Revellion. O anestesia super simpático, conversou bastante comigo, e logo em seguida a agulhada, adivinhem?? Vômito, muito vômito, ele se assustou, pediu que eu virasse minha cabeça, e assim foi durante todo o parto, eu passei muitooooo mal, não parava de vomitar. Maridinho filmou o parto, claro que não filmou eu passando mal.

Bom, trouxeram ela para eu a ver, senti emoção, eu estava feliz em ver seu rostinho e principalmente com a notícia do pediatra que tudo estava bem com ela. Mas eu não consegui chorar de amores, eu estava passando muito mal, e eu ainda não sabia o pior, tive reação alérgica a morfina, eu estava super hiper mega ultra inchada, fiquei umas 3 horas na sala de observação, não me lembro de nada, apesar a hora que acordei pedia para vê-la, estava preocupada, eu não tinha noção do tempo que eu estava ali, mas eu sabia que o certo era eu estar amamentando minha pequena.

Enfim, fui para o quarto e logo a trouxeram, ela estava faminta, tadinha, e pegou certinho o bico do peito, então eu senti um incomodo, mas tudo bem, vamos seguindo. Eu estava muito cansada e muito inchada, com um certo desconforto, não conseguia estar emocionado e nem vibrando e chorando de alegria.

A primeira noite foi terrível, ela chorava muito, não saia do peito, e eu chamava as enfermeiras e elas não vinham, tinha que levantar para pega-la, sentia muita dor tanto no corte, quanto no seio, percebi que ele estava querendo rachar...foi uma noite longa, e em claro.
Na segunda noite eu chorei, mas chorei de tristeza em saber que ficaria mais um dia ali, sem ajuda, sozinha para cuidar dela. Foi muito dificil, ao meu lado tinham mais duas mães que também fizeram cesária e nós não podíamos nos ajudar, estavamos todas arrebentadas.

Eu ainda não tinha sentido nenhum prazer em amamentar, ainda não tinha chorado de emoção nem de alegria (alias eu ainda nunca havia chorado na minha vida de alegria, não sabia o que era isso), mas também eu não me culpava por isso, não dava tempo de sentir culpa, ou de me cobrar alguma coisa, ou até mesmo cobrar da Eloise, mesmo tendo passado os ultimos 9 meses com ela na minha barriga e achar que já eramos íntimas, de fato éramos, mas ainda não tinhamos um laço que eu sei que temos hoje. Eu ainda não tinha dimensão desse amor, desse laço, eu não tinha a menor ideia de nada, a unica coisa que eu queria era ir para minha casa.

E em casa depois de alguns dias, quando a dor dos pontos já havia passado, quando já não doia mais para amamentar, pude sentir a emoção, o amor incondicional e o quanto aquela pequena vidinha havia transformado minha vida e seria para sempre, aquele amor seria eterno e o maior de todos.

A Eloise me ensinou a chorar de alegria e emoção por um simples sorriso.
Amamentar a Eloise foi a melhor coisa que eu fiz, ela largou sozinha do peito,  eu sofri horrores, chorava muito, porque queria continuar amamentando, mas hoje vejo que foi bom ela ter largado.

É assim até hoje e cada dia melhor, a cada dia que passou fui amadurecendo, fomos nos conhecendo e hoje conheço esse amor incondicional e surreal, sei reconhecer meu instinto materno e confio nele.
Isso é maternidade real!

T AMO PRINCESA!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Como é conviver com animais desde cedo!

Companheiras de todas as horas!
Mamãe e filhinha passeando...
Uma conversa séria de vez em quando faz parte....
Amigas, olham nos olhos!
A Elô e suas filhas...Acharam a Babalu???
Babalu olhando os brinquedos enquanto tomam sol, vai que alguma boneca resolve fugir?!

Quem nasceu primeiro? A Babalu.
Logo que casamos eu queria uma companhia, pois o Jr ainda estudava a noite, então ganhei a Babalu (shitzu) da minha mãe, ela parecia um bombom quando chegou em casa!

Durante toda a gravidez ela foi super carinhosa comigo e logo que chegamos em casa com a Eloise ela correu no meu colo e deu as boas vindas para a Elô. Como? Dando um cheio na cabecinha dela e uma "meia lambida" kkkk
Em todos os momentos Babalu esta presente, em todas as fotos que tiramos da Elô sempre aparece uma cabecinha branca escondida, é ela.
Vou confessar uma coisa: Já teve dias de eu querer sumir com a Babalu, porque dá um trabalhão ter bebê e uma cachorrinha que se acha bebê (ou nós a fazemos achar que é um bebê), mas é recompensador ver a amizade delas, vale a pena!
Nossa família se resume em 4: Papai, Mamãe, Eloise e Babalu!!

Bjos amigas e bom final de semana!!!!!!!!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

...estamos indo, de volta pra casa!!!

Todo mundo fala que se conselho fosse bom, a gente não dava e sim vendia. Mas se tratando do universo materno, eu mudei esse conceito, gosto muito de ouvir opiniões de outras mães e trocar experiências, por isso criei o blog. Claro que cada criança é unica e cada família também. Os conselhos nos ajudam a ter uma direção para tomar algumas decisões.

O assunto que vou comentar é: "Sobre a saída da maternidade"

Não é daquele conjuntinho lindo e caro que eu vou falar, mesmo porque acho essa tal saida da maternidade (pelo preço) uma inutilidade. Veja bem, é apenas um macacãozinho e uma mantinha que você vai usar no máximo no primeiro mês, mas é assunto para outro post.

Vou falar sobre nossa volta para casa. Minha princesa nasceu dia 29/12, tivemos alta da maternidade dia 31/12 na hora do almoço, graças a Deus, mesmo o parto sendo cesária, meu leite "desceu" um pouco antes de sairmos da maternidade, estava tudo bem e tudo que eu queria era ir para minha casa com nossa princesa e ficar quietinha lá. Não queria ninguém dormindo lá para me ajudar, e nem ir para casa de alguém para receber ajuda, acredito que esse é um momento único, e mesmo com a insegurança de pais de primeira viagem, sabíamos que dariamos conta do recado e só aprenderíamos na prática. Eu nunca fui aquela pessoa fascinada por crianças (diferente da minha irmã que parece doce quando chega perto de criança), mas quando engravidei, sabia que Deus me capacitaria para cuidar daquele bebê que era meu. Eu e o maridão fizemos nossa parte, fizemos curso de primeiros cuidados, eu lia bastante sobre o assunto, enfim, mas nada como a prática!!!!! Acredite no seu instinto materno.

Nós por exemplo, não somos acostumados com muita gente em casa, temos uma rotina, eu sou super organizada com minhas coisas, sistemática, e não iria me adaptar com alguém dormindo em casa e fazendo as coisas por mim e nem eu dormindo numa cama que não fosse a minha com a minha filha, mesmo porque preparamos o quartinho dela e a casa toda com muito carinho para recebe-la, até a Babalu nossa cachorrinha estava ansiosa. Eu sabia que o nascimento da criança por si só gera muitas mudanças na vida do casal e na própria rotina, não seria necessário eu mesma provocar mais mudanças.

Claro que as avós queriam ajudar, se ofereciam para ir lá, mas preferi curti esse momento, não foi fácil, mas nos saímos bem. E para as avós não se sentirem muito "por fora" da situação, elas me ajudavam durante o dia com a comida, roupa e etc.

Se o casal está acostumado a receber pessoas em casa, ou até mesmo moram com os pais, fica mais natural, ou seja, não foge da rotina do dia a dia. O importante mesmo é você não alterar a sua rotina, porque um bebê já muda bastante sua vida, e você precisa se sentir bem e passar o quanto menos nervoso para conseguir cuidar do recem nascido, que exige muito de nós mães.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Medo do biso, o que fazer??!!

A avô do meu marido é uma pessoa muito querida, eu adoro ele, ele é super saudável, animado, e recita poesias em portugues e espanhol, é uma figura!!!!!!!!!!!!!!
A Eloise é a única bisneta dele, ele é todo orgulhoso por ter sido uma menina a primeira bisneta, assim como foi quando recebeu a notícia que seria pai de uma menina e avó de uma menina. Ele diz que as mulheres são as primeiras da vida dele.
Desde que a Elô nasceu, ele a visita todos os domingos, carrega um book dela no bolso, é um mimo só. Porém para a tristeza dele e a nossa, a Eloise sempre teve medo dele, isso mesmo MEDO.
A principío ela sempre chorava quando ele a carregava, e nós achavamos que ela queria o colo da mamãe, e assim foi, bastava ele chegar e ela abria a boca a chorar. Também achamos que com o tempo isso iria passar, que ela era muito pequena, porém ela já está com 1 ano e 4 meses, está mais social, conhece bem as pessoas e ainda assim chora muito quando vê o biso.
O absurdo foi quando ela folhando o album de aniversário, viu a foto dele com ela, começou a chorar e pedir meu colo.

Gente!!!!!!!!!!! O que eu faço??? Existe uma resposta ou solução para isso???????? Vcs já passaram por isso?????