Sempre achei fundamental ensinar a Eloise a ser organizada, limpa, ter uma rotina, e etc..etc e etc. Para uma mãe perfeccionista e metódica até que foi fácil colocar em prática o que os livros ensinaram. Como já comentei aqui, desde dezembro/11 nossa vida deu uma reviravolta e muitas coisas mudaram, hoje eu não trabalho mais fora, faço alguns trabalhos em casa no período da manhã enquanto a Elô fica na escola e no restante do dia ficamos juntas. Porém como minha amiga Marcella do Blog Mon Maternite postou esses dias, queira a mãe trabalhe fora ou não, infelizmente ou felismente não somos madames e temos que fazer o serviço de casa, com isso nem sempre consigo estar 100% dedicada a Elô.
Desde que ocorreram essas mudanças nas nossas vidas a Elô estava se comportando muito bem e todos elogiavam o progresso dela, porém nas ultimas semanas tivemos alguns probleminhas de socialização como comentei aqui e um outro problema que me deixou um pouco chateada. Minha mãe mora enfrente minha casa, basta atravessar a rua, a Elô curti muito ficar lá e ultimamnte não queria vir embora de jeito nenhum, chorava horrores e me ignorava. Senti que algo estava errado e precisei refletir em alguns pontos, foi quando percebi que estava engessando a Elô e eu não estava percebendo.
Regras e limites são muito importantes, porém mais importante que isso é a flexibilidade, é saber ceder e negociar, eu estava ultimamente muito rígida com a Elô, exigindo muito para uma criança de apenas 2 anos.
É importante guardar os brinquedos? Sem dúvida! Mas esperar que a criança brinque até cansar, descanse e depois volte e brinque mais um pouco e antes de ir para uma outra atividade guarde os brinquedos é fundamental! A maioria das vezes eu queria que ela guardasse os brinquedos na hora que eu queria sem percebe que como ela já tinha brincado muitoooo estava cansada e claro não queria guardar.
Quer ver outra hora de estresse: Pentear o cabelo e colocar as fitinhas, tiaras, lacinhos..e bá blá blá. É importante??? Hoje eu diria que importante é pentear o cabelo, se ela não quer colocar lacinho, deixa pra lá, ela é uma criança e não uma boneca pra e ficar enfeitando.
Sair com alguma roupa, calçado ou acessório nada a ver com nada??!!! Imagine o que os outros vão pensar! E lá ficava a mãe descabelada tentando convencer a cria a não usar a tal roupa. Bobagem, e dai se alguém vai falar alguma coisa, mais vale eu sair de casa numa boa com minha filha sem brigas e choros do que a impressão dos outros.
Quando o assunto é alimentação então, era só discusão, mas pense bem, um dia ou outro tomar refri, comer uma "porcaria", sair da rotina não vai matar ninguém! Pode te certeza e eles irão se divertir muito. Não pense que você conseguirá colocar seu filho numa bolha por muito tempo, aliás é super importante que ele experimente alimentos diferentes e você ensine o porque devemos consumir determinado alimento mais ou menos vezes.
Confesso que sou meio neurótica com organização e limpeza, mas percebi que é melhor tropeçar em brinquedos no chão, do que tropeçar na Elô fazendo birra por querer brincar com tudo ao mesmo tempo na casa toda, isso inclue: banheiro, corredor, cozinha, quintal, sala, TUDO. Ela está na fase de fazer "casinhas e cabaninhas". Então e relaxo e deixo ela brincar a vontade, e num momento oportuno guardamos e organizamos.
Outra coisa que definitvamente eu não insisto mais é fazer ela dormir na cama e no quartinho dela, era sempre um estresse. Eu gosto da supernany e sempre que posso eu assisto, mas eu não sirvo para ficar levando minha filha pra cama dela toda vez que ela ousar sair e vê-la chorando e se descabelando e não poder falar nada, ou então ficar do lado segurando sua mão até ela dormir e sair de fininho....Passei dessa fase de querer fazer tudo certinho. Tem dia que ela quer dormir no quarto dela e vai numa boa, tem dia que ela quer dormir com a gente e boa também, depois levamos ela pra cama dela. Claro que se ela acordar no meio da noite ela vem pra nossa cama e é muito bem recebida. Veja bem logo os filhos crescem e dai vão querer dormir na casa dos amigos ou então trazer os amigos para dormir em casa, você acha que ela vai se lembrar da mamãe e do papai?? Claro que não. Então eu e o meu marido decidimos que vamos aproveitar todo o tempo que ela quiser ficar perto da gente, porque logo essa fase como todas as outras fases passarão.
Enfim amigas, meu recado é esse: cuidado para não engessar seu filho e ele perder a liberdade dentro da própria casa, tudo tem que ter um equilibrio e uma dosagem de amor e disciplina.
Esse blog foi criado para compartilhar experiências, aventuras e as travessuras da minha pequena princesa Eloise
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quarta-feira, 21 de março de 2012
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Quiz: Educar ou Exigir Obediência?!
Amigas me respondam com sinceridade, quantas de vocês já se renderam a famosa fuga de chorar/se fazer de triste quando seu filho te desobedece?
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Ok. Você faz parte da maioria, assim como eu me rendo a essa estratégia famosa e sempre funciona, a Eloise vem me abraça, faz carinho, além de obedecer ainda ganha um carinho, não é ótimo??!!! Parece a solução de todos os problemas, porém só aparentemente. Tenho percebido que óbvio como as crianças são muitos espertas e são esponjas, ela tem feito o mesmo comigo, quando contrariada desata a chorar até conseguir o que quer, e quando eu não cedo acabo tendo que tomar medias mais severas.
O que você espera do seu filho? Que ele seja educado e saiba o que está fazendo e porque não pode fazer, ou que ele te obedeça simplesmete?
Vocês concordam comigo que precisamos rever essa estratégia?
Conto com a colaboração de vocês, comentem.
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Ok. Você faz parte da maioria, assim como eu me rendo a essa estratégia famosa e sempre funciona, a Eloise vem me abraça, faz carinho, além de obedecer ainda ganha um carinho, não é ótimo??!!! Parece a solução de todos os problemas, porém só aparentemente. Tenho percebido que óbvio como as crianças são muitos espertas e são esponjas, ela tem feito o mesmo comigo, quando contrariada desata a chorar até conseguir o que quer, e quando eu não cedo acabo tendo que tomar medias mais severas.
O que você espera do seu filho? Que ele seja educado e saiba o que está fazendo e porque não pode fazer, ou que ele te obedeça simplesmete?
Vocês concordam comigo que precisamos rever essa estratégia?
Conto com a colaboração de vocês, comentem.
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Em quem aplicar a disciplina?
Eu sempre fui super pontual, depois que a Elô nasceu não conseguia (verbo no passado porque isso não mem pertence mais) cumprir horário. Meu horário de entrada do serviço é as 8:00, eu sempre acordava as 6:00 para sair de casa as 7:30, para deixar a Elô na escola e seguir para meu serviço. Ocorre que ultimamente, estava chegando no serviço 8:30, olha o absurdoooooo. Nunca apressei a Eloise, não acho isso correto, pois isso deixa a criança estressada, eu respeitava o tempo dela e o limite dela. Até que ontem foi a gota d´água e reasolvi dar um basta, claro que eu sempre tinha minhas justificativas: a Eloise não ajuda, a Eloise não acorda, a cachorra faz nº 2 onde não deve, etc...etc e etc.
Vamos ao ocorrido, tudo começou depois que Eloise começou a se achar dona do narizinho, não querer tomar remédio, não querer trocar a fralda, não querer colocar tênis, não querer pentear o cabelo, e cá entre nós, as mães de meninas sabem do que estou falando, é o ó do borogodó arrumar menina!!!!No final vale a pena ver aquela princesa toda arrumadinha e linda, mas dá trabalho! Eis que me via perdida, não conseguia fazer ela ficar quieta para arrumá-la, sabia que estava atrasada e isso me deixava mais nervosa ainda, a ponto de ter vontade de dar umas palmadas, mas me segurava, porém isso me pertubava em não conseguir cumprir meu horário.
E ontem não foi diferente, só que um pouco pior, pois ela está com diarréia (tenho certeza que é dente), e o papai está de férias e pode presenciar todo estress e até tentar ajudar. Quando a deixamos na escola, acreditem se quiser, cai com ela na calçada, não me perguntem como e nem porque, eu simplesmente cai em câmera lenta, um mico só, graças a Deus ninguem saiu ferido. Quando entrei no carro, fiquei me questionando o que estava acontecendo?! Era preciso mais disciplina, mas não para Eloise e sim para a mamãe.
Ontem, coloquei a Elô para dormir mais cedo as 21:00 hs. Hoje, acordei as 6:00 como de sempre, só que cronometrei meu tempo de tomar banho, escovar o cabelo, tratar dos animais, fazer a mamadeira, e claro acordei a Elô 10 min mais cedo. Acordei ela primeiro para depois começar a troca-la - deu certo, ela não ficou tão zangada quanto troca-la ainda dormindo. Pedi ajuda dela para colocar o tênis, e a deixei escolher - dica da minha amiga Marcella do MonMaternite deu super certo. Enquanto ela escovava o dente eu penteava o cabelo e deixei ela colocar creme dental (sem fluor) umas cinco vezes na escova, só para ela destrair - deu certo ela ficou lindona com os lacinhos. AHHHHHHHH EU dava mamadeira para ela, hoje falei: filha a mamãe precisa organizar umas coisas e você vai tomar dedê sozinha hoje, ta bom? Ela aceitou na boa, enquanto ela tomava mamadeira eu limpava a sujeira da cachorra, jogava a fralda, coloca ração para os passarinhos.
Conseguimos sair de casa 7:20 hs e ainda fazer uma oração antes de sair de casa!!!!!!!!!!!!!!!!! uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu, viva!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Conseguimos sem estress, sem palmada, sem agitação, apenas com disciplina e colaboração.
Vamos ao ocorrido, tudo começou depois que Eloise começou a se achar dona do narizinho, não querer tomar remédio, não querer trocar a fralda, não querer colocar tênis, não querer pentear o cabelo, e cá entre nós, as mães de meninas sabem do que estou falando, é o ó do borogodó arrumar menina!!!!No final vale a pena ver aquela princesa toda arrumadinha e linda, mas dá trabalho! Eis que me via perdida, não conseguia fazer ela ficar quieta para arrumá-la, sabia que estava atrasada e isso me deixava mais nervosa ainda, a ponto de ter vontade de dar umas palmadas, mas me segurava, porém isso me pertubava em não conseguir cumprir meu horário.
E ontem não foi diferente, só que um pouco pior, pois ela está com diarréia (tenho certeza que é dente), e o papai está de férias e pode presenciar todo estress e até tentar ajudar. Quando a deixamos na escola, acreditem se quiser, cai com ela na calçada, não me perguntem como e nem porque, eu simplesmente cai em câmera lenta, um mico só, graças a Deus ninguem saiu ferido. Quando entrei no carro, fiquei me questionando o que estava acontecendo?! Era preciso mais disciplina, mas não para Eloise e sim para a mamãe.
Ontem, coloquei a Elô para dormir mais cedo as 21:00 hs. Hoje, acordei as 6:00 como de sempre, só que cronometrei meu tempo de tomar banho, escovar o cabelo, tratar dos animais, fazer a mamadeira, e claro acordei a Elô 10 min mais cedo. Acordei ela primeiro para depois começar a troca-la - deu certo, ela não ficou tão zangada quanto troca-la ainda dormindo. Pedi ajuda dela para colocar o tênis, e a deixei escolher - dica da minha amiga Marcella do MonMaternite deu super certo. Enquanto ela escovava o dente eu penteava o cabelo e deixei ela colocar creme dental (sem fluor) umas cinco vezes na escova, só para ela destrair - deu certo ela ficou lindona com os lacinhos. AHHHHHHHH EU dava mamadeira para ela, hoje falei: filha a mamãe precisa organizar umas coisas e você vai tomar dedê sozinha hoje, ta bom? Ela aceitou na boa, enquanto ela tomava mamadeira eu limpava a sujeira da cachorra, jogava a fralda, coloca ração para os passarinhos.
Conseguimos sair de casa 7:20 hs e ainda fazer uma oração antes de sair de casa!!!!!!!!!!!!!!!!! uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu, viva!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Conseguimos sem estress, sem palmada, sem agitação, apenas com disciplina e colaboração.
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Quando o amor chegou!!
Este post dedico as mães recem-nascidas.
Todos falam sobre o amor, a emoção, alegria de receber uma criança em seus braços; do momento do parto, da alegria e satisfação de amamentar, e todos outros sentimentos mais lindos do mundo. Não duvido que algumas mães realmente só sintam satisfação e alegria ao parir, ao amamentar e diante dos primeiros momentos com a criança, porém também existe uma grande parte que não sente tudo isso e se cala de vergonha, por se achar só, mas saiba que você não está só e isso é bem mais comum do que você imagina.
Vou contar para vocês o que aconteceu comigo.
Minha gravidez foi esperada, tive uma gestação agitada pela reforma na minha casa, mas no geral foi tudo bem, preparei o todo o quartinho, fiz enxoval, Eloise foi muito esperada. Já tinha em mente que queria uma cesariana, meu pai já trabalhou em hospital e sempre me falava de como as mulheres sofriam em partos normais, que muitas crianças passavam da hora de nascer, enfim, como eu tinha medo de acontecer isso, de passar da hora de nascer, achei melhor fazer cesária.
No dia 28/12/09 segunda-feira, em mais um retorno semanal ao GO, ele me examinou e disse: ela está prontinha para nascer. Eu estava de 39 semanas, segundo os calculos do médico. Ele já sabendo da minha preferencia por cesaria me perguntou: Quer agendar a cesária para hoje? E eu disse que sim (lembra do meu medo de passar da hora??então, você acha que sabendo que ela estava pronta eu iria esperar mais?) Por fim naquele dia não tinha vaga no hospital e marcamos para o primeiro horario do dia 29/12/09.
Eu e o maridão, voltamos para casa felizes, ansiosos, e claro corremos para a casa dos avós para contar a novidade, ligamos para os mais íntimos.
Naquela segunda eu e o papai ainda fizemos uma "faxina" em casa, o papai de tão nervoso que estava queria limpar tudo, limpou até o portão, trocou uma lâmpadas, eram 23:00 ele ainda estava mexendo nas coisas, claro de ansiedade, e eu querendo dormir, eu estava bem tranquila. Dormi super bem e as 5:30 hs levantei para irmos a maternidade, deveríamos chegar as 6:00 hs.
A caminho da maternidade, comecei a sentir contrações fortes, e continuamos seguindo. O sentimento era de medo, e insegurança, estava nervosa pois as dores estavam aumentando, e eu nunca havia passado por uma cirurgia, então estava bastante nervosa.
Entramos no centro cirurgico, e adivinhem qual era o assunto?? Revellion. O anestesia super simpático, conversou bastante comigo, e logo em seguida a agulhada, adivinhem?? Vômito, muito vômito, ele se assustou, pediu que eu virasse minha cabeça, e assim foi durante todo o parto, eu passei muitooooo mal, não parava de vomitar. Maridinho filmou o parto, claro que não filmou eu passando mal.
Bom, trouxeram ela para eu a ver, senti emoção, eu estava feliz em ver seu rostinho e principalmente com a notícia do pediatra que tudo estava bem com ela. Mas eu não consegui chorar de amores, eu estava passando muito mal, e eu ainda não sabia o pior, tive reação alérgica a morfina, eu estava super hiper mega ultra inchada, fiquei umas 3 horas na sala de observação, não me lembro de nada, apesar a hora que acordei pedia para vê-la, estava preocupada, eu não tinha noção do tempo que eu estava ali, mas eu sabia que o certo era eu estar amamentando minha pequena.
Enfim, fui para o quarto e logo a trouxeram, ela estava faminta, tadinha, e pegou certinho o bico do peito, então eu senti um incomodo, mas tudo bem, vamos seguindo. Eu estava muito cansada e muito inchada, com um certo desconforto, não conseguia estar emocionado e nem vibrando e chorando de alegria.
A primeira noite foi terrível, ela chorava muito, não saia do peito, e eu chamava as enfermeiras e elas não vinham, tinha que levantar para pega-la, sentia muita dor tanto no corte, quanto no seio, percebi que ele estava querendo rachar...foi uma noite longa, e em claro.
Na segunda noite eu chorei, mas chorei de tristeza em saber que ficaria mais um dia ali, sem ajuda, sozinha para cuidar dela. Foi muito dificil, ao meu lado tinham mais duas mães que também fizeram cesária e nós não podíamos nos ajudar, estavamos todas arrebentadas.
Eu ainda não tinha sentido nenhum prazer em amamentar, ainda não tinha chorado de emoção nem de alegria (alias eu ainda nunca havia chorado na minha vida de alegria, não sabia o que era isso), mas também eu não me culpava por isso, não dava tempo de sentir culpa, ou de me cobrar alguma coisa, ou até mesmo cobrar da Eloise, mesmo tendo passado os ultimos 9 meses com ela na minha barriga e achar que já eramos íntimas, de fato éramos, mas ainda não tinhamos um laço que eu sei que temos hoje. Eu ainda não tinha dimensão desse amor, desse laço, eu não tinha a menor ideia de nada, a unica coisa que eu queria era ir para minha casa.
E em casa depois de alguns dias, quando a dor dos pontos já havia passado, quando já não doia mais para amamentar, pude sentir a emoção, o amor incondicional e o quanto aquela pequena vidinha havia transformado minha vida e seria para sempre, aquele amor seria eterno e o maior de todos.
A Eloise me ensinou a chorar de alegria e emoção por um simples sorriso.
Amamentar a Eloise foi a melhor coisa que eu fiz, ela largou sozinha do peito, eu sofri horrores, chorava muito, porque queria continuar amamentando, mas hoje vejo que foi bom ela ter largado.
É assim até hoje e cada dia melhor, a cada dia que passou fui amadurecendo, fomos nos conhecendo e hoje conheço esse amor incondicional e surreal, sei reconhecer meu instinto materno e confio nele.
Isso é maternidade real!
T AMO PRINCESA!
Todos falam sobre o amor, a emoção, alegria de receber uma criança em seus braços; do momento do parto, da alegria e satisfação de amamentar, e todos outros sentimentos mais lindos do mundo. Não duvido que algumas mães realmente só sintam satisfação e alegria ao parir, ao amamentar e diante dos primeiros momentos com a criança, porém também existe uma grande parte que não sente tudo isso e se cala de vergonha, por se achar só, mas saiba que você não está só e isso é bem mais comum do que você imagina.
Vou contar para vocês o que aconteceu comigo.
Minha gravidez foi esperada, tive uma gestação agitada pela reforma na minha casa, mas no geral foi tudo bem, preparei o todo o quartinho, fiz enxoval, Eloise foi muito esperada. Já tinha em mente que queria uma cesariana, meu pai já trabalhou em hospital e sempre me falava de como as mulheres sofriam em partos normais, que muitas crianças passavam da hora de nascer, enfim, como eu tinha medo de acontecer isso, de passar da hora de nascer, achei melhor fazer cesária.
No dia 28/12/09 segunda-feira, em mais um retorno semanal ao GO, ele me examinou e disse: ela está prontinha para nascer. Eu estava de 39 semanas, segundo os calculos do médico. Ele já sabendo da minha preferencia por cesaria me perguntou: Quer agendar a cesária para hoje? E eu disse que sim (lembra do meu medo de passar da hora??então, você acha que sabendo que ela estava pronta eu iria esperar mais?) Por fim naquele dia não tinha vaga no hospital e marcamos para o primeiro horario do dia 29/12/09.
Eu e o maridão, voltamos para casa felizes, ansiosos, e claro corremos para a casa dos avós para contar a novidade, ligamos para os mais íntimos.
Naquela segunda eu e o papai ainda fizemos uma "faxina" em casa, o papai de tão nervoso que estava queria limpar tudo, limpou até o portão, trocou uma lâmpadas, eram 23:00 ele ainda estava mexendo nas coisas, claro de ansiedade, e eu querendo dormir, eu estava bem tranquila. Dormi super bem e as 5:30 hs levantei para irmos a maternidade, deveríamos chegar as 6:00 hs.
A caminho da maternidade, comecei a sentir contrações fortes, e continuamos seguindo. O sentimento era de medo, e insegurança, estava nervosa pois as dores estavam aumentando, e eu nunca havia passado por uma cirurgia, então estava bastante nervosa.
Entramos no centro cirurgico, e adivinhem qual era o assunto?? Revellion. O anestesia super simpático, conversou bastante comigo, e logo em seguida a agulhada, adivinhem?? Vômito, muito vômito, ele se assustou, pediu que eu virasse minha cabeça, e assim foi durante todo o parto, eu passei muitooooo mal, não parava de vomitar. Maridinho filmou o parto, claro que não filmou eu passando mal.
Bom, trouxeram ela para eu a ver, senti emoção, eu estava feliz em ver seu rostinho e principalmente com a notícia do pediatra que tudo estava bem com ela. Mas eu não consegui chorar de amores, eu estava passando muito mal, e eu ainda não sabia o pior, tive reação alérgica a morfina, eu estava super hiper mega ultra inchada, fiquei umas 3 horas na sala de observação, não me lembro de nada, apesar a hora que acordei pedia para vê-la, estava preocupada, eu não tinha noção do tempo que eu estava ali, mas eu sabia que o certo era eu estar amamentando minha pequena.
Enfim, fui para o quarto e logo a trouxeram, ela estava faminta, tadinha, e pegou certinho o bico do peito, então eu senti um incomodo, mas tudo bem, vamos seguindo. Eu estava muito cansada e muito inchada, com um certo desconforto, não conseguia estar emocionado e nem vibrando e chorando de alegria.
A primeira noite foi terrível, ela chorava muito, não saia do peito, e eu chamava as enfermeiras e elas não vinham, tinha que levantar para pega-la, sentia muita dor tanto no corte, quanto no seio, percebi que ele estava querendo rachar...foi uma noite longa, e em claro.
Na segunda noite eu chorei, mas chorei de tristeza em saber que ficaria mais um dia ali, sem ajuda, sozinha para cuidar dela. Foi muito dificil, ao meu lado tinham mais duas mães que também fizeram cesária e nós não podíamos nos ajudar, estavamos todas arrebentadas.
Eu ainda não tinha sentido nenhum prazer em amamentar, ainda não tinha chorado de emoção nem de alegria (alias eu ainda nunca havia chorado na minha vida de alegria, não sabia o que era isso), mas também eu não me culpava por isso, não dava tempo de sentir culpa, ou de me cobrar alguma coisa, ou até mesmo cobrar da Eloise, mesmo tendo passado os ultimos 9 meses com ela na minha barriga e achar que já eramos íntimas, de fato éramos, mas ainda não tinhamos um laço que eu sei que temos hoje. Eu ainda não tinha dimensão desse amor, desse laço, eu não tinha a menor ideia de nada, a unica coisa que eu queria era ir para minha casa.
E em casa depois de alguns dias, quando a dor dos pontos já havia passado, quando já não doia mais para amamentar, pude sentir a emoção, o amor incondicional e o quanto aquela pequena vidinha havia transformado minha vida e seria para sempre, aquele amor seria eterno e o maior de todos.
A Eloise me ensinou a chorar de alegria e emoção por um simples sorriso.
Amamentar a Eloise foi a melhor coisa que eu fiz, ela largou sozinha do peito, eu sofri horrores, chorava muito, porque queria continuar amamentando, mas hoje vejo que foi bom ela ter largado.
É assim até hoje e cada dia melhor, a cada dia que passou fui amadurecendo, fomos nos conhecendo e hoje conheço esse amor incondicional e surreal, sei reconhecer meu instinto materno e confio nele.
Isso é maternidade real!
T AMO PRINCESA!
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sexta-feira, 15 de julho de 2011
...estamos indo, de volta pra casa!!!
Todo mundo fala que se conselho fosse bom, a gente não dava e sim vendia. Mas se tratando do universo materno, eu mudei esse conceito, gosto muito de ouvir opiniões de outras mães e trocar experiências, por isso criei o blog. Claro que cada criança é unica e cada família também. Os conselhos nos ajudam a ter uma direção para tomar algumas decisões.
O assunto que vou comentar é: "Sobre a saída da maternidade"
Não é daquele conjuntinho lindo e caro que eu vou falar, mesmo porque acho essa tal saida da maternidade(pelo preço) uma inutilidade. Veja bem, é apenas um macacãozinho e uma mantinha que você vai usar no máximo no primeiro mês, mas é assunto para outro post.
Vou falar sobre nossa volta para casa. Minha princesa nasceu dia 29/12, tivemos alta da maternidade dia 31/12 na hora do almoço, graças a Deus, mesmo o parto sendo cesária, meu leite "desceu" um pouco antes de sairmos da maternidade, estava tudo bem e tudo que eu queria era ir para minha casa com nossa princesa e ficar quietinha lá. Não queria ninguém dormindo lá para me ajudar, e nem ir para casa de alguém para receber ajuda, acredito que esse é um momento único, e mesmo com a insegurança de pais de primeira viagem, sabíamos que dariamos conta do recado e só aprenderíamos na prática. Eu nunca fui aquela pessoa fascinada por crianças (diferente da minha irmã que parece doce quando chega perto de criança), mas quando engravidei, sabia que Deus me capacitaria para cuidar daquele bebê que era meu. Eu e o maridão fizemos nossa parte, fizemos curso de primeiros cuidados, eu lia bastante sobre o assunto, enfim, mas nada como a prática!!!!! Acredite no seu instinto materno.
Nós por exemplo, não somos acostumados com muita gente em casa, temos uma rotina, eu sou super organizada com minhas coisas, sistemática, e não iria me adaptar com alguém dormindo em casa e fazendo as coisas por mim e nem eu dormindo numa cama que não fosse a minha com a minha filha, mesmo porque preparamos o quartinho dela e a casa toda com muito carinho para recebe-la, até a Babalu nossa cachorrinha estava ansiosa. Eu sabia que o nascimento da criança por si só gera muitas mudanças na vida do casal e na própria rotina, não seria necessário eu mesma provocar mais mudanças.
Claro que as avós queriam ajudar, se ofereciam para ir lá, mas preferi curti esse momento, não foi fácil, mas nos saímos bem. E para as avós não se sentirem muito "por fora" da situação, elas me ajudavam durante o dia com a comida, roupa e etc.
Se o casal está acostumado a receber pessoas em casa, ou até mesmo moram com os pais, fica mais natural, ou seja, não foge da rotina do dia a dia. O importante mesmo é você não alterar a sua rotina, porque um bebê já muda bastante sua vida, e você precisa se sentir bem e passar o quanto menos nervoso para conseguir cuidar do recem nascido, que exige muito de nós mães.
O assunto que vou comentar é: "Sobre a saída da maternidade"
Não é daquele conjuntinho lindo e caro que eu vou falar, mesmo porque acho essa tal saida da maternidade
Vou falar sobre nossa volta para casa. Minha princesa nasceu dia 29/12, tivemos alta da maternidade dia 31/12 na hora do almoço, graças a Deus, mesmo o parto sendo cesária, meu leite "desceu" um pouco antes de sairmos da maternidade, estava tudo bem e tudo que eu queria era ir para minha casa com nossa princesa e ficar quietinha lá. Não queria ninguém dormindo lá para me ajudar, e nem ir para casa de alguém para receber ajuda, acredito que esse é um momento único, e mesmo com a insegurança de pais de primeira viagem, sabíamos que dariamos conta do recado e só aprenderíamos na prática. Eu nunca fui aquela pessoa fascinada por crianças (diferente da minha irmã que parece doce quando chega perto de criança), mas quando engravidei, sabia que Deus me capacitaria para cuidar daquele bebê que era meu. Eu e o maridão fizemos nossa parte, fizemos curso de primeiros cuidados, eu lia bastante sobre o assunto, enfim, mas nada como a prática!!!!! Acredite no seu instinto materno.
Nós por exemplo, não somos acostumados com muita gente em casa, temos uma rotina, eu sou super organizada com minhas coisas, sistemática, e não iria me adaptar com alguém dormindo em casa e fazendo as coisas por mim e nem eu dormindo numa cama que não fosse a minha com a minha filha, mesmo porque preparamos o quartinho dela e a casa toda com muito carinho para recebe-la, até a Babalu nossa cachorrinha estava ansiosa. Eu sabia que o nascimento da criança por si só gera muitas mudanças na vida do casal e na própria rotina, não seria necessário eu mesma provocar mais mudanças.
Claro que as avós queriam ajudar, se ofereciam para ir lá, mas preferi curti esse momento, não foi fácil, mas nos saímos bem. E para as avós não se sentirem muito "por fora" da situação, elas me ajudavam durante o dia com a comida, roupa e etc.
Se o casal está acostumado a receber pessoas em casa, ou até mesmo moram com os pais, fica mais natural, ou seja, não foge da rotina do dia a dia. O importante mesmo é você não alterar a sua rotina, porque um bebê já muda bastante sua vida, e você precisa se sentir bem e passar o quanto menos nervoso para conseguir cuidar do recem nascido, que exige muito de nós mães.
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